A Stellantis deu uma segunda chance para a Lancia, mas parece que a situação da marca italiana ainda é muito difícil. Em 2021, quando Carlos Tavares ainda era o comandante da Stellantis, o ex-CEO havia dado dez anos para que as marcas deficitárias do grupo voltassem a dar lucro ou seriam cortadas. Todas elas receberam fortes incentivos e a Lancia foi uma das primeiras a mostrar uma verdadeira reestruturação.
Diferentemente das estrelas do grupo (Fiat, Peugeot, Jeep e Ram), a situação da Lancia é totalmente oposta. Ela está no mesmo barco da Chrysler: vendas em queda e um lineup constituído somente por um carro. A Lancia não tem conseguido números expressivos de vendas. Inclusive, 2025 é o pior resultado em vendas da marca nos últimos dez anos, mesmo tendo voltado a abrir concessionárias fora da Itália e com um produto novíssimo nos showrooms.
Diante desse cenário, resta a pergunta: e agora, Stellantis?

O impacto do novo Ypsilon e o futuro da Lancia
Lançado em 2024, o novo Lancia Ypsilon deveria marcar o começo da retomada da marca italiana. Apesar do visual bem ousado, o modelo é um Peugeot 208 com um exótico terno de grife italiana com uma bandeja no interior. Ele conta com versões elétrica, esportiva, a combustão e semi-híbrida. Seria uma receita para o sucesso, ainda mais com a expansão do número de concessionárias. Só que o resultado prático foi oposto.
Desde o lançamento do novo Ypsilon, a Lancia tem caído nas vendas. Em 2024, primeiro ano de vendas do modelo, a marca emplacou 32.651 unidades, o que representou uma redução de 12.226 unidades emplacadas, ou uma queda de 27,25%. Contudo, o ano de 2025 revelou uma situação ainda mais drástica para o grupo Stellantis.

Mesmo com a abertura de novas concessionárias e o retorno a países em que não atuava mais, as vendas caíram 64%. O Ypsilon emplacou apenas 11.754 unidades no ano passado em toda a Europa. Agora, o CEO da Stellantis, Antônio Filosa, pode rever os planos para a Lancia e talvez cortar a marca. Ao contrário de Carlos Tavares, Filosa é mais pragmático.
Estratégia da Stellantis e a esperança nos modelos Gamma e Delta
Para dar a última chance à Lancia, a Stellantis prepara dois novos produtos. A marca terá um SUV cupê nos moldes do Peugeot 408 e do DS 8 a ser batizado de Gamma. É esperado também um hatch médio, derivado do Opel Astra e do Peugeot 308, e que resgatará o nome Delta. Mas fica a dúvida se o resgate desses nomes icônicos será o suficiente para garantir a sobrevivência da fabricante.

Você acredita em um futuro para a Lancia no mundo? Ou a Stellantis deveria fechar a marca? Conte nos comentários.


