Atualmente, há uma polêmica sobre a falta de controles físicos. Comandos básicos, como ajustar a temperatura do ar-condicionado ou regular os retrovisores externos, migraram para a tela do multimídia. Para piorar a situação, alguns fabricantes optaram pelos botões sensíveis ao toque no volante.
O atual CEO da Volkswagen, Thomas Schäfer, admitiu publicamente que essa escolha de design foi um erro estratégico. Em entrevistas recentes, segundo o Motor1.com, o executivo reconheceu que os habitáculos com excesso de telas e excesso de minimalismo causaram danos à imagem da marca diante os consumidores. Segundo Schäfer, a interface frustrou o público que o fabricante mais deveria preservar.
A irritação com os comandos de volume e climatização atingiu o topo da pirâmide em Wolfsburg. Em entrevista à revista Top Gear, o CEO questionou abertamente: “não entendo por que alguém usaria controles deslizantes sensíveis ao toque”.

Volkswagen e o retorno ao básico
A declaração sinaliza uma mudança de rota, pois a Volkswagen já se comprometeu a restaurar os botões físicos nos próximos lançamentos. A decisão de abandonar os botões tradicionais no passado visava uma estética minimalista, mas o resultado prático foi a perda de funcionalidade intuitiva.
O novo ID. Polo 2026 marca o início dessa correção de curso. No console central, uma fileira de botões físicos assume as funções primordiais, acompanhada por um seletor giratório posicionado logo abaixo. No volante, os comandos capacitivos foram substituídos por botões tradicionais e táteis.

Até a porta do motorista agora ostenta quatro interruptores físicos para os vidros. Isso encerra o polêmico sistema de comando duplo que exigia um botão extra para alternar entre os vidros dianteiros e traseiros. É o retorno à simplicidade que a Volkswagen utilizou por décadas antes de aderir à onda tátil.
Minimalismo
Embora executivos raramente admitam que a economia de custos dita o design, o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, quebrou o silêncio. Em entrevista à Autocar, Vigna admitiu que os botões sensíveis ao toque são 50% mais baratos de fabricar do que os componentes físicos. Segundo ele, a interface tátil possui benefícios, já que programar uma tela custa muito menos do que projetar e fabricar um interruptor físico.
Na Volkswagen, o discurso oficial tentava camuflar essa economia sob o rótulo da modernidade, citando um espírito de design semelhante ao do iPhone. No entanto, o chefe de P&D da marca, Kai Grünitz, abordou a questão pela segurança. A partir de 2026, os protocolos do Euro NCAP exigirão controles físicos para funções essenciais para manter as cinco estrelas de segurança.


O fim da era tátil em Wolfsburg
A liderança em Wolfsburg informou às equipes de desenvolvimento que botões físicos e maçanetas de porta convencionais são absolutamente inegociáveis. Os futuros projetos priorizarão a função sobre a estética. Essa nova diretriz aparecerá no carro elétrico de entrada programado para o próximo ano, antecipado pelo conceito ID. Every1.
Enquanto os novos projetos nascem sob essa filosofia, o ID.3 e o ID.4 recebem atualizações ainda neste ano. A Volkswagen prometeu reintroduzir os botões tradicionais no volante em toda a linha ID., revertendo decisões da gestão anterior que priorizavam a redução de custos. Portanto, a eliminação dos controles deslizantes é certa, sendo descontinuados definitivamente na próxima geração de veículos da Volkswagen.

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