De olho no BYD Dolphin Mini, a Renault resolveu lançar o Kwid e-Tech reestilizado. O hatch subcompacto francês traz novo visual, mais equipamentos de série e diversos itens ADAS. No entanto, o modelo não passou por alterações mecânicas em relação à sua linha anterior. Mas, ele quer se destacar nas vendas e por isso chegará ao mercado brasileiro por menos de R$ 100 mil.
Ele agora passa a contar com a nova linguagem visual da fabricante francesa. De acordo com seus executivos, a carroceria foi totalmente redesenhada. Na dianteira, ele tem novo capô, faróis de LED e DRL’s interligados por uma barra escurecida e o para-choque tem apliques pretos. Nas laterais, as rodas de 14 polegadas exibem calotas com novo desenho e pintura em dois tons.
As caixas de rodas são demarcadas. Já na parte de trás, o novo Renault Kwid elétrico tem as lanternas escurecidas, de LED e interligadas. Além disso, o para-choque é encorpado. Em relação ao tamanho, ele tem 3,70 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,53 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. O porta-malas leva 290 litros e seu peso total é de 965 kg. A altura em relação ao solo é de 17,2 cm. Inclusive, o hatch perdeu o rack de teto nesta mudança de visual.

Qual a potência?
Sua paleta de cores passou por análise e tem novidades. Até agora, ele podia ser escolhido nos tons branco Glacier, prata Étoile ou verde Noronha. A linha 2026 trouxe as cores azul Slate e vermelho Terracota ao catálogo. O Kwid e-Tech reestilizado não sofreu alterações mecânicas. Ele segue equipado com um motor de 65 cv e 11,5 kgfm de torque. A bateria tem 26,8 kWh de capacidade e o alcance pelo Inmetro é de 180 km.
A velocidade máxima é de 130 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 14,6 segundos. Segundo os executivos da marca, trata-se de um modelo pensado para quem vive nas cidades. O Renault Kwid elétrico reestilizado pode ser conectado em carregador doméstico de 2,3 kW. Neste caso, para carregar de 20% até 80%, ele precisa de menos de nove horas.

Já em tomada de corrente alternada de 7 kW, o rival do Dolphin Mini consegue ter a carga completada de 20% até 80% em menos de três horas. E se for conectado em tomada de corrente contínua de até 30 kW, ele precisa de 45 minutos para ter a carga preenchida de 20% até 80%. O modelo elétrico mais barato da Renault será vendido aos seus clientes com cabo de carregador doméstico.
Tudo novo
A motorização pode não ter mudado, mas o interior do Kwid e-Tech reestilizado é totalmente nova. Na parte da frente, ele conta com novo volante e que é multifuncional. Atrás dele está um painel de instrumentos de sete polegadas personalizável. Ele mostra informações como o consumo, autonomia e se o veículo estiver carregando, é capaz de mostrar o nível de carga da bateria, o alcance total e se o carregamento foi interrompido.
O dispositivo tem diversos modos de visualização, incluindo até os itens de condução semiautônoma em funcionamento. Ao seu lado está a central multimídia de 10 polegadas. Ela tem desenho parecido com a da central adotada pelo Kardian 2026 e também tem aspecto flutuante. De acordo com Aldo Costa, diretor de marketing da montadora, a área visível da nova tela é 60% maior se comparada com o dispositivo anterior.

A conectividade para Apple CarPlay e Android Auto é sem fio. No acabamento, tem predominância de tons escuros e seus bancos possuem revestimento diferenciado. Novas saídas de ar-condicionado e o câmbio e-shifter, o qual seleciona as funções como Drive, Neutro e Ré, se destacam. É importante pontuar que ele leva quatro pessoas. Já que é para vender mais, a Renault promoveu melhorias na lista de itens de condução semiautônoma do Kwid elétrico reestilizado.
Agora, ele conta com 11 itens ADAS. Piloto automático, limitador de velocidade, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro são de série. Alerta e assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, sensor de fadiga, leitor de placas de trânsito e câmera de ré são destaques. Aliás, ele tem seis airbags, direção elétrica, Isofix, freios ABS, iluminador de neblina e mais itens.

Preços e mais detalhes
Por fim, o Kwid e-Tech de cara nova será oferecido aos brasileiros em versão única, a Techno. Ela será disponibilizada em toda a rede de concessionárias da marca por R$ 99.990. O tom prata tem custo adicional de R$ 1 mil e as cores azul, vermelho ou verde vão acrescentar R$ 1.500 ao valor final. As três primeiras revisões custarão até R$ 366. A garantia do carro é de três anos e a da bateria é de oito anos.
Ele ainda está disponível no programa On Demmand de assinatura. Nele, o modelo tem plano de 48 meses com 1 mil km rodados por mês e custa R$ 2.919. A fabricante dona do Duster já especializou uma equipe para atuar nas suas revendedoras para cuidar dos carros elétricos do seu portfólio.

Em um rápido bate-papo, os executivos da montadora ainda deram mais detalhes do futuro. Eles contaram que a variante a combustão do Kwid terá mudanças em seu visual. Só que, elas não serão necessariamente iguais às do modelo elétrico. A versão movida a bateria chega ao Brasil importada da China e uma variante sua voltada para cargas ainda não tem previsão de chegada.
O que achou do Renault Kwid elétrico reestilizado? Prefere ele ou o Dolphin Mini? Conte nos comentários



Carissimo, aida mais na versão por assinatura.
BYD manda lembranças.
Longe de tudo dos chineses eh
Para um micro carro, quase-elétrico, tá de bom tamanho (sem ironia).
Continua feinho e sem graça. Repleto de plástico, mas o custo-benefício melhorou, pelo que foi agregado.
Dolphin mini sem dúvida tem muito mais autonomia muito mais completo e são 5 passageiros o que a Renault ta oferecendo ainda é muito caro pra o pouco que entregar só vai conseguir ter mercado quando aumentar a bateria pra ter no mínimo 250km de autonomia e 5 passageiros brasileiros não gostam de carros de 4 lugares
Lamentável este preço tão alto. O que este carro oferece, principalmente pela bateria de pouca capacidade, em comparação ao BYD DHOLPHIN MINI, deveria custar no máximo R$ 79.000,00.
Prefiro o BYD DHOLPHIN MINI por R$ 119.000,00 do que este E kwid por R$ 99.000,00.
Já uso o BYD DHOLPHIN GS há dois anos, 47.000 km de muita satisfação, conforto e economia.
Um abraço,
Jaime de Lauro de Freitas, Bahia.
Melhorou muito. Mas só por ser para 4 pessoas me decepcionei.
Tá bem longe dos chineses se for pra fazer faz bem feito isso nao parece nada bom.
Autonomia baixa e somente 4 pessoas ainda são os pontos fracos a melhorar……
Antes da mudança. Foi feito uma pesquisa para os clientes…e na fabrica Perdeu a folha de autonomia e espaço interno .. 5 lugares no minimo..
Eu vou ficar com meu velho Renault. Confio na marca em trazer o Megane elétrico no valor do Dholphin mini.
Tenho um BYD Dolphin Mini, a 11 meses, já rodei 54.000 km, o carro continua como estava zero km, não tem comparação com este kwid , e outro patamar, mas comparando com o modelo anterior,ele está muito melhor visualmente
Muito bonito , com preço bom e kilometragem ótima . Parabéns para a Renault.
Muito bonito , com preço bom e kilometragem ótima . Parabéns para a Renault.
Se o preço fosse R$50.000,00 venderia bastante e tiraria muitos carros velhos da praça.