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Renault quer adotar sistema da Leapmotor para acabar com o medo de carro elétrico

Fabricante francesa avalia ter a tecnologia REEV do Leapmotor C10, isso se beneficiando da parceria estratégica com a Geely

4 min de leitura

A Renault está estudando dar um passo bem diferente na sua estratégia, além de carros a combustão, híbridos e elétricos. A marca francesa está trabalhando para oferecer seus próximos modelos com o sistema com extensor de autonomia, a mesma fórmula do Leapmotor C10, único carro REEV à venda do Brasil. 

De acordo com as informações do site Autocar, a Renault quer chamar o sistema de Super Híbrido, bem parecido com o Ultra-Híbrido que a Leapmotors adotou por aqui. E na prática, a proposta é a mesma. 

Sistema do Leapmotor C10

O carro é um elétrico em condução, com motor elétrico responsável pela tração, mas tem um motor a gasolina que entra em ação apenas para recarregar a bateria quando necessário. Isso tira justamente o medo de ficar sem carga e amplia também de forma grandiosa a autonomia total.

Leapmotor C10 REEV [divulgação]
Leapmotor C10 REEV [divulgação]

O grande exemplo é o SUV médio C10, o único modelo com esse conceito à venda hoje por aqui da Leapmotor, marca na qual a Stellantis detém 51% de participação. 

O C10 custa R$ 209.990 e usa um motor 1.5 aspirado apenas como gerador de energia para a bateria de 28,4 kWh, que alimenta o motor elétrico traseiro de 215 cv e 32,6 kgfm de torque. Com o tanque cheio e a bateria carregada, a autonomia combinada pode ultrapassar 900 km.

Parceria com a Geely

Renault
Renault Embleme Concept [Divulgação]

É exatamente esse tipo de experiência que a Renault quer oferecer em seus próximos carros. A tecnologia citada pela marca foi apresentada no Salão de Munique do ano passado pela Horse Powertrain, empresa joint venture entre a Renault e a Geely para desenvolver e fabricar motores de combustão e sistemas híbridos.

O sistema, batizado de C15, combina um motor 1.5 a gasolina com gerador e inversor integrados em um conjunto extremamente compacto, pequeno o suficiente para caber tanto na dianteira quanto na traseira de um carro elétrico.

Renault
Renault Embleme Concept [Divulgação]

Existem duas configurações previstas. Uma aspirada, com cerca de 94 cv, e outra turbo, com aproximadamente 161 cv, voltada para veículos maiores. Em nenhuma delas o motor a combustão movimenta as rodas. Ele apenas produz energia para deixar a bateria carregada durante o uso.

Segundo a própria Renault, essa nova estratégia acontece porque a adoção dos veículos elétricos não foi tão bem como o esperado em algumas regiões. 

Renault
Renault Embleme Concept [Divulgação]

A marca diz que continua com seu foco em eletrificação total ao longo prazo, mas entende essa flexibilidade necessária nos segmentos C e D, especialmente em mercados onde a infraestrutura de recarga ainda é limitada ou onde o consumidor não consegue carregar o carro a cada dois ou três dias.

Essa tecnologia será integrada a uma nova plataforma da Renault, prevista para estrear a partir de 2028. Ela vai substituir a atual base CMF-BEV e promete reduzir os custos em até 40%. 

Renault
Renault Embleme Concept [Divulgação]

Inicialmente, a arquitetura seria exclusivamente elétrica, mas agora já está sendo adaptada para aceitar sistemas híbridos com extensor de autonomia. E com isso, o primeiro modelo dessa geração deve ser um carro derivado do conceito Emblème, apontado como possível sucessor do Megane.

No Brasil também é uma boa notícia

Vale lembrar que essa parceria da Renault com a Geely tem grande influência aqui no Brasil, pois a montadora chinesa adquiriu 26,4% da operação da Renault no país, em um acordo de cooperação estratégica para expandir a Geely na América do Sul. O plano inclui o uso da fábrica da Renault no Paraná para produzir veículos elétricos e híbridos.

Geely EX5 EM-i [divulgação

Um dos modelos já confirmados para produção local é o Geely EX5 híbrido, que será montado no Brasil a partir do segundo semestre de 2026. E graças a essa parceria há caminho aberto para o compartilhamento de tecnologias, plataformas e soluções de eletrificação, além do sistemas como o REEV.

No fim das contas, o “super híbrido” não surge como um recuo da eletrificação, mas como um atalho pragmático. Ele atende quem ainda não confia totalmente em elétricos puros ou híbridos plug-in, entrega autonomia elevada e ajuda a indústria a avançar enquanto a infraestrutura evolui.

Acha que o sistema REEV pode ser a solução ideal para quem ainda tem medo de carro elétrico? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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