A Stellantis guarda a sete chaves o segredo sobre a nova geração da Fiat Strada, identificada internamente como Projeto XBP. Entretanto, o Auto+ antecipa com exclusividade a estratégia de motorizações e de versões que a picape compacta assumirá no mercado brasileiro. Vale lembrar que o modelo representará o quarto membro da família Grande Panda / novo Argo / novo Uno.
Com comercialização prevista tanto no Brasil quanto na Europa, a Fiat Strada de terceira geração terá porte substancialmente maior do que o modelo atual. Nesse cenário, a fabricante segue o movimento da Chevrolet, que empurrou a Montana para o segmento superior, e da Volkswagen, que planeja trocar a Saveiro pela Tukan para ganhar dimensões. Dessa forma, a Strada XBP ganhará corpo para brigar em uma nova faixa de mercado.
Crescimento de porte e foco na concorrência
O benchmark para o desenvolvimento da nova geração da Fiat Strada, ao menos no quesito tamanho, foca na Chevrolet Montana e na Renault Oroch. Por isso, a expectativa é que a XBP saia dos atuais 4,48 m da geração atual para algo próximo de 4,70 m de comprimento. Apesar desse crescimento, haverá uma distância de 25 cm para a Fiat Toro, o que garante que o lançamento não invada o território da irmã maior.

![Renault Oroch Iconic 1.6 [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Renault-Oroch-Iconic-4-1320x742.webp)
Além do porte, outra diferenciação fundamental entre a Fiat Strada XBP e a Toro residirá na motorização. Atualmente, o modelo maior utiliza o motor 1.3 de quatro cilindros turbo flex e o 2.2 de quatro cilindros turbo diesel. Além disso, a Toro receberá o motor 1.3 turbo semi-híbrido e opções híbridas (de verdade) do tipo HEV e PHEV.
Restrições da plataforma Smart Car
Por limitações de plataforma, a Stellantis não poderá usar os mesmos motores da Toro na Fiat Strada de terceira geração. Isso porque a plataforma Smart Car, derivada da base CMP, exige a utilização de motores menores. Ademais, a picape não suportará uma tonelada de carga na caçamba, o que inviabiliza tecnicamente a adoção de um motor diesel, especialmente um propulsor grande como o 2.2 da Toro.

Dessa forma, a gama de motores da Fiat Strada XBP ficará restrita a três opções principais. A versão de entrada Endurance, focada no trabalho e com cabine simples, terá o motor 1.3 de quatro cilindros aspirado Firefly acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Inegavelmente, este é o mesmo conjunto mecânico que equipa as versões de base da caminhonete hoje.
Motorizações eletrificadas e o fim do diesel
Existe a possibilidade de a versão Freedom também utilizar esse conjunto mecânico manual. Logo acima, a Fiat oferecerá o motor 1.3 Firefly aspirado com sistema semi-híbrido ligado ao câmbio automático do tipo CVT. O sistema utiliza 12V e visa aumentar a potência e o torque do motor, além de reduzir drasticamente as emissões. Como o motor atual sofre com as normas de poluição, essa eletrificação representará um excelente respiro para o fôlego da picape.

Por fim, a Fiat destinará o conhecido motor 1.0 de três cilindros turbo semi-híbrido, vulgo T200, para as versões mais caras da nova Strada XBP. Ele trabalhará sempre em conjunto com a transmissão automática do tipo CVT. Atualmente, a picape utiliza a versão não eletrificada desse motor, que não apresenta compatibilidade com a plataforma antiga onde a Fiat a monta.
Nova hierarquia de cabines e transmissões
Na nova estratégia da fabricante, apenas as versões com cabine simples terão a opção de câmbio manual. Por outro lado, todas as variantes da Strada XBP com cabine dupla receberão obrigatoriamente a transmissão automática CVT. Atualmente, a picape ainda oferece versões de cabine dupla com câmbio manual, porém não disponibiliza nenhuma configuração de cabine simples automática.
![[Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Fiat-Strada-Volcano-CVT-22-1200x719.jpg)
Vale lembrar que a Volkswagen também aplicará essa estratégia de cabine simples e dupla na inédita Tukan. Essa divisão não ocorre na Renault Oroch, que deve sair de linha até a estreia da XBP, ou na Chevrolet Montana. Consequentemente, apenas os modelos da Volkswagen e da Fiat oferecerão duas opções de cabine nesse segmento que redefinirá o conceito de picapes compactas no Brasil.
Você acredita que a eletrificação e o aumento de porte farão a Fiat Strada manter a liderança absoluta de vendas? Conte sua opinião nos comentários.




Uma pena o motor 1.3 MHEV não ter opção manual ainda mais se tratando de um carro que provavelmente vai ser mais pesado que a atual strada
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Não fará sentido a Stellantis desenvolver uma plataforma exclusiva para a Strada III e outra para Toro/Rampage, ainda mais se esta nova Strada bater os 4,7m.
Eu desconfio que a tal plataforma BioHybrid poderá ser uma junção das longarinas e túnel central da Small Wide com o habitáculo da SmartCar. Com isto as novas Strada, Toro, Rampage poderiam partilhar esta hipotética nova plataforma que poderia portar veículos comerciais com dimensões entre 4,5m e 5m, tais como os eventuais sucessores do trio Berlingo/Partner/Dobló.
Mesmo partilhando a mesma plataforma com Rampage e Toro a Strada seria uma opção mais simples: seria menor, manteria a versão de cabine simples e suspensão traseira de eixo rígido e molas semi-elipticas. Mas poderia herdar a capacidade de carga de 1ton para a versão cabine simples e em tese poderia receber motor diesel
Outro post aqui do A+ comentou sobre o desenvolvimento de uma nova plataforma Stellantis para portar picapes e veículos equipados com tração 4×4 tradicional. Eu desconfio esta Strada III poderá partilhar esta mesma plataforma, pois não faz sentido a Stellantis manter a uma plataforma exclusiva para sua picape pequena.
Assim, eu imagino que esta plataforma BioHybrid será, grosso modo, a combinação das longarinas (dianteiras e traseiras) e do túnel central da Small Wide com o habitáculo amplo da SmartCar.
Com isto todas as picapes com dimensões entre 4,5m e 5m e entre-eixos entre 2,7m e 3m partilhariam esta mesma plataforma. Em comparação com Toro e Rampage a Strada III seria menor, mais simples e manteria a versão cabine simples e a suspensão traseira de eixos rígidos e molas semi-elipticas.
E a propósito os sucessores dos atuais furgões pequenos do grupo também partilhariam esta mesma plataforma. Aliás, acredito que o Dolce Camper é uma prévia dos novos furgões pequenos do grupo e não apenas um novo SUV.