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Kia estuda lançar EV1 elétrico para dividir espaço com o Picanto

Fabricante coreana vê oportunidades no segmento de carros urbanos para a Europa e quer carro acessível abaixo dos R$ 145 mil

4 min de leitura

A Kia ainda está avaliando com cuidado os próximos passos da sua estratégia de eletrificação no segmento de carros urbanos. Isso porque a ideia inicial era desenvolver um modelo elétrico para substituir o Picanto, mas esse plano começou a mudar. Agora, a marca estuda a possibilidade de lançar um elétrico compacto para conviver com o hatch a combustão, em vez de ocupar diretamente o seu lugar.

Nada definido

De acordo com a Autocar, a Kia ainda está estudando as oportunidades. A informação foi confirmada por executivos da marca na Europa, que reconhecem que o hatch a gasolina ainda vende bem, mas que existe demanda para uma alternativa elétrica no mesmo segmento.

O Picanto é um nome bem conhecido, inclusive no Brasil. Ele chegou ao país em 2006, sempre como modelo importado, e ficou em linha até 2018. Ao longo de mais de uma década, construiu fama de carro urbano confiável, econômico e acessível. Na Europa, ele ainda segue muito bem e responde por um volume considerável nas vendas da marca.

Kia EV2 azul de traseira em um fundo genérico
Kia EV2 [divulgação]

A ideia do EV1 seria atender esse mesmo público, mas em um novo contexto. A Kia trabalha com a meta de oferecer um carro elétrico urbano por menos de 20 mil libras (cerca de R$ 145 mil). O problema é que, com os custos atuais da eletrificação, esse objetivo ainda não é viável no curto prazo. 

Carro elétrico acessível ainda não é realidade

A expectativa da marca é que esse tipo de produto só se torne possível mais perto do fim da década, quando baterias e sistemas elétricos estiverem mais baratos. Hoje, o cenário mostra bem esse desafio. 

interior do kia ev2
Kia EV2 [divulgação]

Por exemplo, o Kia EV3 é vendido na Europa a partir de 29.500 libras (aproximadamente R$ 214 mil), enquanto o Kia EV2, apresentado recentemente no Salão de Bruxelas, deve chegar ao mercado europeu em 2026 com preço abaixo de 30 mil libras. Mesmo assim, ainda é um valor muito distante do patamar para um carro elétrico acessível.

Segundo David Hilbert, chefe de marketing da Kia na Europa, a discussão vai além de um modelo específico. “A indústria inteira está olhando para como tornar os elétricos mais acessíveis. É claro que estamos fazendo isso também. Vamos continuar analisando onde estão as oportunidades”, afirmou. Ele ainda disse que o nome EV2 não é aleatório e deixa espaço para algo menor no futuro.

Picanto ainda é importante

Kia Picanto 2024 cinza parado de frente no asfalto com prédios ao fundo
Kia Picanto 2024 [Divulgação]

Hilbert também explicou que o EV2 foi pensado principalmente para uso urbano, mas sua autonomia próxima de 480 km no ciclo otimista europeu, permite ir além disso. Já no horizonte mais distante, a marca segue estudando o segmento A, justamente onde o Picanto atua. “O Picanto ainda é um modelo importante para nós e continua tendo um volume de vendas muito relevante”, disse o executivo.

Outro ponto que pode influenciar diretamente esses planos é o movimento da União Europeia para criar uma nova categoria regulatória voltada a pequenos elétricos acessíveis, os chamados E-cars. Essa iniciativa pode beneficiar tanto o EV2, que será produzido na Eslováquia, quanto um eventual EV1. 

Kia Picanto 2024 [reprodução]
Kia Picanto 2024 [reprodução]

Alex Papapetropoulos, responsável pelo planejamento da Kia na Europa, afirmou que a marca está de olho nessas discussões e se sente preparada para adaptar seus produtos às novas regras. Por enquanto, não há confirmação oficial de lançamento nem definição de calendário. 

Você acha que um EV1 acessível teria espaço para conviver com o Picanto ou o hatch a combustão? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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