Certamente, o consumidor brasileiro adotou a eletrificação total como uma alternativa viável para segmentos de entrada e modelos de alta performance. Todavia, o miolo do mercado ainda demonstra preferência por modelos híbridos ou que contam com algum tipo de assistência da combustão. Prova disso reside nos números de janeiro de 2026: 92% das vendas do Leapmotor C10 concentram-se na versão REEV.
Diferentemente de carros híbridos convencionais, o Leapmotor C10 opera como um veículo elétrico com extensor de autonomia REEV (Range Extended Electric Vehicle). Isso ocorre porque o motor a combustão, um 1.5 de quatro cilindros aspirado, não traciona as rodas em momento algum. Ele atua exclusivamente como um gerador de energia para carregar as baterias e, consequentemente, ampliar o alcance total do SUV.
A lógica por trás do sistema REEV
Assim como um carro MHEV (semi-híbrido) não recebe a classificação de híbrido pleno por não possuir um motor elétrico com conexão direta com as rodas, o sistema REEV do C10 também impede tecnicamente essa nomenclatura. Entretanto, essa configuração permite que o proprietário realize viagens longas e siga apenas abastecendo o reservatório de gasolina em postos convencionais, sem a dependência obrigatória de uma tomada de carregamento.

Essa praticidade do SUV da Stellantis na convivência diária fez com que 92,31% das vendas do Leapmotor C10 em janeiro fossem da versão REEV. Segundo dados oficiais da Fenabrave, a marca emplacou 442 unidades do SUV médio no primeiro mês do ano. Desse total, 408 exemplares pertencem à variante com extensor de autonomia, que custa R$ 219.990. Por outro lado, a versão totalmente elétrica (BEV), vendida por R$ 204.990, registrou apenas 34 emplacamentos.
Preferência pelo suporte da combustão na faixa de R$ 200 mil
Inegavelmente, os dados comprovam que o comprador brasileiro, ao atingir a faixa de preço dos R$ 200 mil, prefere um veículo que reúna os benefícios da eletricidade com a segurança da combustão. Seja através de sistemas PHEV (híbridos plug-in), que dominam a maioria das marcas chinesas, ou com a solução de extensor de autonomia que a Leapmotor trouxe ao Brasil, o mercado sinaliza que a infraestrutura de recarga ainda gera dúvidas.

Resta saber se, com a expansão da rede de carregadores, esse cenário mudará nos próximos anos ou se o motor a combustão continuará atuando como o anjo da guarda dos motoristas brasileiros.
Qual versão do Leapmotor C10 você teria na sua garagem hoje? Conte sua opinião nos comentários.



