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E agora Dolphin?

Geely EX2 Max tem força para destronar o BYD Dolphin | Avaliação

O retorno da Geely ganhou força com o hatch elétrico EX2. O Auto+ testou a versão Max e trouxe todos os detalhes que ele tem para se destacar

10 min de leitura

A vida do BYD Dolphin não está sendo fácil desde meados de 2024, quando o Mini chegou. E agora ela ficou ainda mais complicada, desde que o Chevrolet Spark EUV foi anunciado. Há pouco tempo, os brasileiros foram apresentados ao Geely EX2. O novo hatch compacto elétrico se tornou o carro mais vendido da China nos últimos tempos.

Ele quer agradar por diversos fatores. Desenho atual, diversos itens de série, preços bem competitivos e outros pilares são suas bases para se destacar entre os carros a combustão e os elétricos acessíveis. Esta versão é tabelada em R$ 135.100. Mas, será que o Geely EX2 vai conseguir estabelecer a fabricante chinesa por aqui?

Simpatia

Um ponto interessante dos carros elétricos chineses acessíveis está relacionado ao visual. A maioria deles aposta em uma fofinha e arredondada para se destacar. E o EX2 não foge à regra. Na dianteira, o hatch conta com para-choque amplo e saliente. O capô é curto e os faróis escurecidos com DRLs que lembram o símbolo da Nike se destacam ao olhar.

A câmera frontal acaba se sobressaindo em uma parte vazia do para-choque e as entradas de ar ficam na parte inferior da peça. O para-brisa é levemente inclinado. Dos lados, o rival do Dolphin tem caixas de rodas e saias demarcadas.

A moldura das janelas possuem acabamento fosco e que contrasta com o teto preto brilhante. A cor verde Pistachio com o teto escurecido deram ao modelo um visual agradável.

Geely EX2 Max verde visto de trás
Geely EX2 Max [Auto+/ Luiz Forelli]

Na traseira, o Geely EX2 Max aposta em pegada mais sóbria. Há um pequeno spoiler integrado ao teto e a janela é ampla. Todavia, ele não tem limpador traseiro, o que é uma penalidade dado que trata-se de um hatch. As lanternas são compridas e escurecidas e o nome da marca fica em destaque. De modo geral, o EX2 busca mesclar um ar mais fofo com robustez para se destacar nas ruas.

O conjunto todo caiu bem no modelo, tanto é que recebi elogios em relação ao desenho do hatch. O novato é montado a partir da plataforma GEA da Geely e conta com 4,13 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,58 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. O porta-malas traseiro possui 375 litros e o dianteiro, também conhecido por frunk, possui 70 litros. Ou seja, ele serve como carro da casa de dá conta em viagens.

Tem fôlego

Já que é para bater de frente com o Dolphin GS, o Geely EX2 Max conta com um motor síncrono de imã permanente com 116 cv e 15,3 kgfm de torque. Além disso, a bateria de lítio, ferro e fosfato tem 39,4 kWh de capacidade. Surpreendentemente, sua tração é traseira, algo raro de se ver em carros acessíveis atualmente.

O peso total é de 1.300 kg. O EX2 não sente dificuldade em nenhum cenário. Você vai grudar levemente no banco em qualquer acelerada, mesmo no modo Comfort. Com o Sport ativado, suas respostas ficam ainda mais animadas e a condução é aprimorada. A velocidade máxima é de 130 km/h, ou seja, não é um carro de estrada. Mas a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 10,2 segundos. As saídas são vigorosas e te induzem a acelerar.

Geely EX2 Max carregando
Geely EX2 Max carregando [Auto+/ Luiz Forelli]

De acordo com o Inmetro, a autonomia do Geely EX2, tanto Max quanto Pro, é de 289 km. Mas, é possível andar mais quilômetros com uma carga. A potência máxima de recarga em corrente alternada é de 6,6 kW e para carregar de 10% até 100%, ele vai precisar de pouco mais de seis horas. Já em corrente contínua de até 70 kW, a carga de 30% até 80% é completada em 21 minutos.

O volante é pequeno, de dois raios, multifuncional e tem assistência elétrica. Ela é direta e passou por calibração para ficar mais rápido e se alinhar ao gosto dos brasileiros. Ela é leve em baixas velocidades, o que ajuda bastante no trânsito e na hora de estacionar. Aliás, o destaque principal do EX2 é a suspensão independente nas quatro rodas.

volante do Geely EX2 Max
volante do Geely EX2 Max [Auto+/ Luiz Forelli]

Esse conjunto proporciona uma dose de conforto a mais nos variados trajetos pela capital paulista. O chinês enfrenta sem medo buracos e lombadas. O modelo acessível da Geely gosta de curvas e vai se dar bem nas ruas mal conservadas. Ele tem 16 cm de altura em relação ao solo. Desse modo, entrar e sair da cabine é bem simples.

Suas portas são leves, o que ajuda para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, o Geely EX2 Max não costuma raspar em valetas, algo importante para quem usa o carro o dia todo e se preocupa com sua convivência.

Faz valer a pena

Como sua pegada é popular, a Geely não economizou na lista de itens de série do EX2 Max. A versão topo de linha do compacto chega ao país com carregador de celular por indução, frenagem regenerativa, iluminação dianteira e traseira de LED e freio de estacionamento elétrico. O hatch tem ainda rodas de liga leve de 16 polegadas em dois tons e Auto Hold.

Freios ABS, monitoramento da pressão dos pneus, seis airbags e banco do motorista com regulagem elétrica se destacam. Ainda nesse sentido, o modelo mais barato da marca parente da Volvo tem iluminação ambiente de 256 cores, seis alto-falantes, controles de tração, estabilidade, descida e partida em rampas. Os bancos com revestimento diferenciado atraem olhares.

O piloto automático adaptativo com Stop & Go é um ótimo aliado do condutor no trânsito. Ele funciona sem intercorrências e o acionamento é simples. O assistente de partida em rampas segura o hatch e não o deixa voltar um centímetro. O alerta de mudança de faixa é útil e seu som não incomoda. Frenagem autônoma de emergência e alerta de distância do carro da frente ainda complementam o pacote.

Um item que não está disponível e o deixaria mais competitivo é o alerta de ponto cego. Isofix, sensor de estacionamento traseiro, sensor crepuscular, três modos de condução e saídas de ar-condicionado com tomadinha para segunda fileira são destaques. O EX2 Max poderia ter teto panorâmico como opcional, assim se destacaria mais perante os rivais.

O painel de instrumentos do Geely EX2 Max tem 8,8 polegadas. Ele é fino, de fácil leitura e mostra os itens ADAS em funcionamento. O cluster mostra sempre a autonomia restante, o velocímetro digital e outros itens. Apesar de ser pequeno, ele fica na direção do olhar do condutor e o aro do volante permite que você sempre esteja de olho.

Painel de instrumentos ligado do Geely EX2 Max
Painel de instrumentos do Geely EX2 Max [Auto+/ Luiz Forelli]

Todavia, a central multimídia tem um porém bem chato. A tela tem 14,6″ e é destacada. Ela responde rapidamente aos comandos, tem uma barra fixa que ajuda a comandar o ar-condicionado. Dessa forma, o motorista não fica tão desatento ao trânsito. Ela mostra as configurações e informações técnicas do rival do Renault Kwid e-Tech com facilidade.

Mas, ela não tem Apple CarPlay. Caso você queira parear seu smartphone, será necessário usar o sistema Carbitlink. Ao menos, sua resolução é boa e as câmeras, tanto de ré quanto panorâmica de 540°, exibem imagens de alta qualidade. Outro ponto positivo é a qualidade do som, já que os ocupantes não vão ouvir chiados.

Surpreendente

Para se destacar entre os carros a combustão e seus rivais elétricos, a Geely caprichou no acabamento do EX2 Max. O hatch conta com diversas partes macias ao toque espalhadas pela cabine. O revestimento usado passa impressão de qualidade e tem encaixes corretos. Seus assentos abraçam bem os ocupantes, mesmo que os dianteiros contem com apoio de cabeça integrado.

O acabamento na parte inferior é escurecido e tem diversas partes de plástico. Todavia, a superfície do painel merecia um revestimento diferente. O que acontece é que o plástico acaba exibindo marcas de dedos e não é sensível ao toque.

Como sua pegada é familiar, o EX2 Max traz diversos porta-objetos e a maioria deles possui amplo espaço. O console central tem botões físicos, o que ajuda na ergonomia. Além disso, ele é dividido em dois andares. O espaço traseiro dá um show em qualquer modelo e olha que estamos falando de um hatch. Eu tenho 1,78 m de altura e conseguiria conviver facilmente no assento atrás do motorista.

O túnel central é plano e existem tomadas para carregar o celular e saídas de ar-condicionado. Tem ainda um espaço abaixo dos assentos traseiros, algo parecido com o que o Honda Fit tinha. Um chamariz da cabine são os desenhos que simulam prédios. O porta-luvas na verdade é uma gaveta grande com tampa e os iluminadores são brancos. As janelas são amplas, assim favorece a visualização do mundo externo.

Veredicto

É bom a BYD mexer o mais rápido que puder no Dolphin GS. Ele enfrenta concorrência interna e acabou de ganhar um rival de peso. O Geely EX2 Max chega com um conjunto bem acertado, visual chamativo e diversos itens de série. Sua proposta é clara: estar entre os carros elétricos mais vendidos do Brasil. Ele tem mais acertos do que erros, mas merece atenção em pequenos detalhes.

A sorte da Geely é que ela já atuou por aqui e pelo visto aprendeu que os brasileiros gostam de modelos de qualidade. Com o EX2 em mãos, a marca que comprou ações da Renault recentemente e mostra que aprendeu. Por isso, agora quer estar mais presente no mercado brasileiro. O EX2 tem potencial para ser o pesadelo do GWM Ora 03, Chevrolet Spark EUV e Renault Kwid e-Tech com facilidade.

Geely EX2 Max verde visto de frente
Geely EX2 Max [Auto+/ Luiz Forelli]

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Felipe Yamauchi

Formado em jornalismo, é muito curioso e gosta de entender como tudo funciona. Como jornalista, já trabalhou no ramo de entretenimento, saúde, embarcações e agora fala de carros de uma segunda-feira até a outra sem nenhum problema. É um entusiasta da onda de SUVs.

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