Depois de um certo tempo à espera de um milagre, a Mitsubishi parece ter virado o jogo no Brasil em 2025. Expandiu sua linha com novas versões do Eclipse Cross, o colocando no radar dos consumidores, lançou a nova Triton e trouxe o Outlander em nova geração. Mas se a Triton foi um salto, o novo Outlander é um capítulo novo para a marca.
Construído sobre a plataforma CMF-C/D, ele é o primeiro modelo da Mitsubsihi a ser desenvolvido em uma plataforma de origem Nissan e Renault. O primeiro verdadeiro, afinal, a Mit está com mania de vender carros da Renault com seu logotipo. Aqui no Brasil, ele é vendido nas versões HPE-S de R$ 374.990 e a testada Signature de R$ 394.990.
Questão de refinamento
O grande ponto sobre o Mitsubishi Outlander é seu refinamento interno. O painel traz uma larga faixa em couro caramelo, que é acompanhado de uma segunda sessão em couro preto e pela porção superior em material macio. As portas são revestidas em couro muito acolchoado, chegando a afundar a mão de tão macio que é.
![interior Mitsubishi Outlander PEHV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-04-1320x743.webp)
Há plástico, mas em poucas áreas e sempre com texturas interessantes e boa montagem. O couro usado nos bancos e no volante também é de qualidade, enquanto as costuras caramelo ajudam a dar um toque a mais de luxo ao interior dele. As linhas horizontalizadas dominam o painel, enquanto o console alto, também com revestimento macio, divide os passageiros.
A marca também se preocupou em deixar o nível de acabamento na traseira no mesmo nível da dianteira, com portas macias e muito couro. No quesito espaço, a fileira central corre sobre trilhos e pode ser reclinada, maximizando o espaço, que sobra com os bancos todos para trás.


Só quem senta no meio passa aperto, especialmente porque as caixinhas de cinto incomodam bem na lateral da bunda, o assento é alto e o túnel central também. Já a turma do fundão tem bancos pequenos e que exigem que a fileira central esteja avançada pois, senão, será impossível sentar ali.
Contudo, a montagem deixa a desejar, especialmente na traseira. O Outlander faz muito barulho de acabamento na parte traseira, especialmente nas colunas C e D. Além disso, o sistema de encaixe da última fileira de bancos não deixa os assentos tão fixos. Com isso, ao passar por uma lombada, eles vão pular e fazer barulho de coisa solta.
![cabine Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-07-1320x743.webp)
Oi Nissan
Alguns elementos internos do Mitsubishi Outlander são bem Nissan. O painel de instrumentos digital, por exemplo, segue à risca o layout e grafias do painel meio digital que está presente no Sentra. Ele é bem feito, fácil de usar, mas tem uma aparência envelhecida, especialmente por conta da fonte utilizada.
O mesmo vale para a central multimídia, praticamente igual à do Kicks Play no layout. Ambas as telas tem ótima qualidade, mas deixam muito claro que a arquitetura eletrônica da plataforma já está cansada. Pelo menos tem conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay além de várias entradas USB.
![painel de instrumentos Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-03-1320x743.webp)
![central multimídia painel de instrumentos Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-02-1320x743.webp)
Uma grande vantagem do modelo, contudo, é que ele possui muitos botões. O ar-condicionado tem três zonas, duas na dianteira e mais uma na traseira, todas controladas por botões físicos no console central. Há também um botão para seleção do One Pedal e outro para o modo de gerenciamento de bateria, além de um rotor para o modo de condução.
No porta-malas, de 468 litros (ou 217 litros com a terceira fileira armada), o Outlander traz ganchos para pendurar sacolas, dois gatilhos que possibilitam dobrar a segunda fileira apenas os puxando. A tampa, que tem abertura elétrica, também conta com luzes para iluminar a área, facilitando a colocação de compras.
![porta-malas sete lugares Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-17-1320x743.webp)
![porta-malas cinco lugares Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-18-1320x743.webp)
Outro ponto interessante é o sistema de dobra da terceira fileira. É possível armar o banco apenas puxando duas cordas. Depois, para recolher, o processo é praticamente o mesmo, onde o porta-malas parece engolir os assentos extras e provê uma área para cargas totalmente plana. O tampão, contudo, é feito de um tipo de tecido mole e barato.
União de forças
Diferentemente das gerações anteriores do Mitsubishi Outlander, o novo modelo é vendido somente em motorização híbrida plug-in. Ele combina motor 2.4 quatro cilindros aspirado de 137 cv e 20,9 kgfm de torque com dois motores elétricos. O dianteiro tem 116 cv e 26 kgfm, enquanto o traseiro vem com 136 cv e 19,9 kgfm.
![motor Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-08-1320x743.webp)
Ao todo, são 252 cv e 45,9 kgfm. Não é um carro excepcionalmente potente, visto que um GWM Haval H6 PHEV35 também é 4×4 e entrega 393 cv e 78,7 kgfm. Como o Outlander pesa 2.135 kg, sua performance fica no nível a contento. Não é um SUV super ágil e em retomadas parece faltar um certo fôlego, mas está longe de ser manco.
É interessante notar que o motor elétrico é o grande protagonista do Outlander, enquanto o motor a combustão atua somente nos momentos em que um pouco mais de força se faz necessária. Inclusive, nessas situações, ele gosta de mostrar ao que veio pelo barulho que produz.
![Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-22-1320x743.webp)
Oficialmente, o Outlander consegue fazer 11,6 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada. Contudo, durante nossos testes, ele marcou 20,3 km/l na estrada e 22,6 km/l na cidade com a carga completa. Quando a bateria acabou, a média desceu para 11 km/l nas duas situações. Na teoria, ele roda 58 km com uma carga.
O que ajuda muito nessa economia é o sistema regenerativo controlado por paddle-shifts atrás do volante. É possível aumentar a regeneração até o nível 5 ou deixar em 0 com o carro totalmente solto. Isso te permite recuperar bateria ou aproveitar ao máximo a inércia. Depois voltar a um carro sem isso é um tanto quanto difícil.
![Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-12-1320x743.webp)
Dinâmica do conforto
Não espere por um Mitsubishi Lancer com cara de SUV no Outlander. Ele é um carro voltado ao conforto, com suspensão macia e confortável, além de direção bem neutra. A suspensão passa sensação de robustez e absorve bem os impactos, apesar de que o barulho do porta-malas atrapalha nessa sensação.
Outro ponto é que a suspensão traseira balança um pouco mais do que deveria, podendo levar os passageiros da segunda e terceira fileira a um certo enjoo. Em contrapartida, o SUV tem ótimos sistemas de auxílio a condução, com piloto automático adaptativo bem ajustado e frenagem autônoma de emergência sem ser invasiva.
![Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-21-1320x743.webp)
Já o alerta de ponto cego se torna extremamente necessário visto que o retrovisor do lado esquerdo tem lente com zoom, o que cria um terrível ponto cego. Confesso que fechei um Corolla Cross na estrada com o Outlander porque simplesmente o SUV da Toyota havia sumido do meu campo de visão por conta dessa lente horrível e perigosa.
Itens de série
Por falar nos sistemas de auxílio a condução, o Mitsubishi Outlander ainda conta com 11 airbags, bancos dianteiros com regulagem elétrica (além de aquecimento e memória até para o passageiro), cortina no vidro traseiro, teto panorâmico, alerta de tráfego cruzado com vibração de volante, sistema de câmeras 360 graus, indicador de fadiga e chave presencial.
![Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-16-1320x743.webp)
Há ainda freio de estacionamento eletrônico com função auto-hold, porta-malas com abertura elétrica, faróis full-LED com acendimento automático e assistente de luz alta, tração integral, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de head-up display.
Veredicto
O Mitsubishi Outlander é um carro caro. Afinal, entrar na seara dos R$ 400 mil é encarar modelos de luxo da Audi, BMW, Mercedes-Benz e Volvo, além do superfaturado Toyota SW4. Ele entrega muito luxo, espaço interno farto (se for usado como um SUV para quatro pessoas), motorização adequada e a confiabilidade da Mitsubishi.
![Mitsubishi Outlander PHEV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-20-1320x743.webp)
O problema é que muitos SUVs chineses apresentam as mesmas qualidades e mais potência cobrando menos. Se a dinâmica fosse mais ao antigo estilo Mitsubishi, poderia até ter um diferencial importante, mas ela está próxima ao que os rivais do país vizinho oferecem. É um excelente carro, mas existem rivais tão bons quanto ele, mas que custam menos.
Você teria um Mitsubishi Outlander PHEV? Conte nos comentários.
![Mitsubishi Outlander PEHV [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/mitsubishi-outlander-phev-signature-15-1320x743.webp)


A questão é saber se os chineses irão aguentar 4-5 anos sem problema. Temos uma Subaru Forester 17, tirada zero, hj com 135k km…o carro está impecável, anda justo, roda macio…agora será que um chinês aguenta?