As montadoras possuem portfólios bem diversificados nos mais variados mercados. Elas precisam projetar veículos que atendam as necessidades da região, que sejam objeto de desejo do público e que atendam as normas e regulamentações dos países. Por isso, muitas marcas vendem carros no Brasil, mas que são bem diferentes lá fora e eles são as estrelas dessa lista.
Vamos te contar em detalhes cinco modelos que possuem o mesmo nome aqui e lá, porém são veículos completamente diferentes. Seja visualmente ou pela mecânica adotada, o importante aqui é te contar as diferenças entre eles. Então, aperte os cintos e prepare-se para ficar espantado com essas variações.
Ford Territory

Hoje, o automóvel mais barato que a Ford oferece aos brasileiros é o SUV médio Territory. Ele passou por mudanças no visual em 2025. Ele vem equipado com o motor 1.5 turbo EcoBoost a gasolina de 169 cv e que não conhece a eletrificação. Contudo, os argentinos já conhecem a variante híbrida convencional do modelo. Neste caso, o propulsor 1.5 turbo trabalha em parceria com um conjunto elétrico que se auto carrega.
Ele é semelhante ao utilizado pelo Toyota Corolla Cross e GAC GS4. A potência combinada é de 245 cv e 55,5 kgfm de torque. Apesar de ter bastante apelo, ainda não há previsão para que esta versão venha ao nosso país. Aliás, o Territory tem também uma versão híbrida plug-in. Aqui, ele tem potência conjunta de 218 cv, diversos itens de série e tiraria a paz do GWM Haval H6 PHEV19. Mas, também não sabe se vem para cá.
Volkswagen Tera

Um dos modelos mais esperados para 2025 era o Tera. Inclusive, ele já se tornou um dos carros mais vendidos do Brasil e que tem diferenças entre os modelos vendido aqui e lá fora. Uma delas tem a ver com o motor usado. Ele chega ao México com versões que trazem o motor 1.6 aspirado a gasolina de 109 cv e 15,8 kgfm e mais o câmbio manual de cinco marchas. Os brasileiros nunca viram e nem vão ver um Tera 1.6 por aqui.
Nossa variante mais barata usa o propulsor 1.0 aspirado MPI de 84 cv e transmissão manual. Outra mudança drástica aconteceu no motor 1.0 turbo. Os mexicanos desfrutam do mesmo propulsor, só que ele entrega apenas 99 cv e 16,8 kgfm. Essa redução de potência está relacionada ao combustível, pois para o Brasil este propulsor é flex e lá fora ele só bebe a gasolina.
Honda City

A Honda não quis ficar de fora dessa lista e mandou o City para representá-la. A maior diferença entre o City vendido no Brasil e o ofertado na Tailândia está sob o capô. Enquanto o modelo fabricado em solo brasileiro nunca viu a eletrificação, o City tailandês já sabe como funciona o motor híbrido convencional. O City hatch da Tailândia ganhou recentemente a versão Drival e ela traz este conjunto.
Ele é composto pelo motor 1.5 aspirado e mais um sistema elétrico que se auto carrega. O funcionamento é o mesmo do Civic e Accord, por exemplo. Mas, o hatch tem 108 cv e mais um câmbio automático especial para esta motorização. Até existe a expectativa do City brasileiro se eletrificar, só que isso só vai acontecer no futuro. Até lá, ele desfrutará de 126 cv e será sempre movido a combustão e flex.
Toyota Yaris Cross
![Toyota Yaris Cross [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/toyota_yaris_cross_hybrid_80.webp)
Assim como o Tera, o Yaris Cross era um dos automóveis mais esperados para chegar ao país este ano. Entretanto, ele sofreu alguns revezes da vida e sua chegada oficial às lojas só acontecerá em 2026. Enquanto isso, ele segue como um dos carros vendidos no Brasil, mas que tem diferenças lá fora. O modelo brasileiro é mais próximo ao tailandês e os europeus o conhecem de uma outra forma.
O Yaris Cross europeu tem visual mais futurista e é um SUV subcompacto, por ser derivado direto do Yaris Hatch. Ele tem 4,18 m de comprimento e 2,56 m de entre-eixos. Além disso, a versão não eletrificada tem motor 1.5 tricilíndrico de 118 cv e o híbrido tem 116 cv. O brasileiro conta com 4,31 m de comprimento e 2,62 m de entre-eixos. As versões a combustão têm 122 cv e as híbridas convencionais desfrutam de 111 cv.
Renault Duster

Por fim, o último dos carros vendidos no Brasil e que tem diferenças com o modelo internacional é o Duster. Os franceses conheceram sua terceira geração em meados de 2024. Ele segue com pegada parruda e visual mais imponente. Contudo, o destaque é a motorização. Na França, ele pode contar com o motor 1.2 turbo tricilíndrico semi-híbrido de 48V. O conjunto entrega 152 cv e ele ainda é bi-combustível.
O que acontece é que o SUV tem um tanque que armazena gasolina e outro específico para armazenar gás liquefeito. De acordo com a Dacia, cuidada pela Renault, o Duster com este conjunto tem autonomia combinada de 1.500 km. Câmbio automatizado e tração 4×4 se destacam. O Duster brasileiro vai mudar em breve e poderá ganhar conjunto eletrificado. Assim, se destacaria perante rivais como Jeep Renegade.
Sabia que esses carros vendidos no Brasil eram tão diferentes para chegar ao mercado internacional? Conte nos comentários


