A Yamaha segue ampliando sua ofensiva no mercado brasileiro de scooters e agora coloca mais um elemento de pressão na disputa: a nova Aerox ABS Connected, modelo que chega em janeiro de 2026 com uma proposta clara: entregar esportividade, tecnologia e conectividade por um preço difícil de ignorar.
Os R$ 18.990 pedidos pela Aerox (mais frete) colocam a novidade em vantagem direta sobre a NMax, vendida hoje por R$ 22.890, criando um degrau estratégico dentro da própria linha Yamaha. Claro que a intenção da marca é bater a principal rival, que é a Honda PCX (R$ 18.340 a R$ 20.340, dependendo da versão), mas não seria de se duvidar que o preço mais convidativo viesse a derrubar as próprias vendas da NMax.
Se você observar que a PCX emplaca praticamente 2,4 vezes mais que a NMax (49,4 mil unidades da Honda, de janeiro a novembro deste ano, versus 22,4 mil da Yamaha), a estratégia parece eficaz. Na teoria, perde mais… quem tem mais para perder.

Com design ancorado no DNA da família R-Series, a scooter Aerox assume um visual mais agressivo que o habitual no segmento. As costuras aparentes no assento, o baixo-relevo, as aletas frontais com acabamento que simula fibra de carbono e a lanterna traseira angulada reforçam o discurso de scooter com pegada de moto esportiva. Algo raro fora do universo das pequenas carenadas.
Mecânica conhecida
O motor de 160 cc mantém a tradição da Yamaha em eficiência. O cilindro em DiASil e o sistema VVA, que altera o comando de válvulas conforme a rotação, entregam 15,4 cv a 8.000 rpm e 1,4 kgf.m a 6.500 rpm. Com transmissão CVT, o conjunto privilegia aceleração contínua e suave.
O pacote ainda inclui o Stop & Start inteligente, que desliga o motor nas paradas e religa ao acelerar – uma solução cada vez mais comum nos scooters premium, mas rara nesta faixa de preço.



A ciclística segue alinhada ao discurso esportivo: suspensão dianteira com 100 mm de curso, traseira com duplo Subtank, freios a disco de 230 mm nas duas rodas e ABS apenas na dianteira. Os pneus 110/80-14 (dianteiro) e 140/70-14 (traseiro), o mais largo do segmento, entregam estabilidade exemplar e ajudam a reforçar a presença visual do modelo.

Tecnologia e muita conectividade
Na parte de conveniência, a Yamaha não economizou. A Aerox traz Smart Key, função Answer Back, tomada USB-C, porta-objetos com tampa e o pacote de conectividade via Y-Connect. Pelo app, o piloto monitora dados de uso, agenda manutenções, acompanha eficiência de pilotagem e localiza a scooter estacionada. Ainda permite registrar e compartilhar rotas, reforçando o apelo urbano conectado.
O painel digital em estilo Blackout reúne indicadores de ABS, Smart Key, Stop & Start, temperatura, VVA e função ECO, que sinaliza quando o consumo está em seu melhor nível. Relógio, velocímetro, nível de combustível e demais informações completam o conjunto.



A ergonomia tem foco no uso esportivo: assento em dois níveis, espaço para capacete fechado sob o banco e chassi Backbone, que privilegia estabilidade em médias e altas velocidades. Em dimensões, mede 1.980 mm de comprimento, 710 mm de largura e 1.170 mm de altura, enquanto o peso em ordem de marcha é de 127 kg, o menor da categoria.
A iluminação é full LED em todos os pontos, com farol duplo projetor e setas integradas. A Aerox ABS Connected chega em três opções de cor: Racing Blue, Moon Silver e Midnight Black.

Com preço competitivo e conjunto técnico sólido entre as scooters, a Yamaha Aerox entra no mercado para incomodar. Não apenas concorrentes diretas, mas também modelos do próprio fabricante. É, acima de tudo, um sinal claro de que a marca não pretende perder espaço no segmento de scooters, que se tornou um dos mais dinâmicos do Brasil.
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Tenho uma NMAX modelo Star Wars e não gosto muito das suspensões. Considerando muito em trocar na Honda ADV, mas agora com essa versão nova da Yamaha, e com esse preço, acho que a briga tá ganha.