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McLaren M6GT: um carro de corrida para as ruas

Com 370 cv, superesportivo foi concebido por Bruce McLaren
McLaren M6GT (divulgação)

A McLaren tem uma história de respeito na Fórmula 1, sendo uma das equipes mais tradicionais da principal categoria do automobilismo mundial.

Mas quando o assunto são os automóveis a marca é jovem, já que sua divisão de carros de rua produzidos em série, a McLaren Automotive, foi lançada em 2010, embora o McLaren F1 tenha sido produzido antes – em 1993. Mas hoje vamos falar do modelo M6GT de 1969, um superesportivo que praticamente era um carro de corrida homologado para as ruas.

McLaren M6GT (divulgação)

Sim, o McLaren M6GT foi projetado para disputar o Campeonato Mundial de Marcas, equivalente ao atual Campeonato Mundial de Endurance (WEC). E para se ter uma ideia, a categoria tinha praticamente a mesma relevância da Fórmula 1 na década de 1960.

McLaren M6 (divulgação)

Mas nem tudo deu certo, já que a FIA promoveu mudanças no regulamento técnico do Mundial de Marcas, limitando os protótipos a terem motores de no máximo 3 litros. E foi nessa época, em 1968, que o McLaren M6 GT já estava praticamente pronto. Com isso, os carros que tivessem motores acima dessa “litragem”, teriam que construir ao menos 25 carros completos para receberem homologação.

Com isso, o projeto de competir no Mundial de Marcas com o M6GT foi engavetado, mas quatro carros tinham sido construídos. E o que Bruce McLaren fez? Adaptou um deles para ser usado nas ruas e o apresentou em 1969.

Visualmente, o M6GT homologado para as ruas tinha o mesmo desenho do carro previsto para as corridas. Ele vinha com um motor V8 5,7 da Chevrolet com 370 cv, que era capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 8 segundos (tempo hoje em dia alcançado por hot hatches, como o Sandero R.S) e atingir 265 km/h de máxima.

McLaren M6GT (divulgação)

Animado, Bruce McLaren passou a ter como objetivo transformar o M6GT no carro de rua com aceleração mais rápida do mundo e produzir então as 250 unidades previstas inicialmente. Porém, um acidente em 2 de junho de 1970 (durante um teste de um McLaren Can-Am no circuito de Goodwood, na Inglaterra) levou os novos donos da McLaren, Teddy Mayer e Phil Kerr a focar nas corridas. O resto é história.

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