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O básico que funciona

Honda lança scooter elétrico “arroz e feijão”, mas bem temperado

Honda UC3 não abusa de grandes tecnologias, mas é um 100% elétrico prático e eficiente, como os usuários do Sudeste Asiático vão exigir

3 min de leitura

A Honda não inventou a roda. Mas poucas marcas do mundo são tão eficientes em produzir coisas que as usem, principalmente quando são só duas. Veja o caso desse scooter elétrico, o UC3, que acaba de ser lançado pela marca japonesa primeiro na Tailândia e no Vietnã.

A jogada é simples: a marca quer eletrificar um mundaréu de gente que se locomove de moto para tudo no dia a dia, principalmente naqueles mercados gigantes do Sudeste Asiático. Depois ela parte para mercados até mais numerosos, como o próprio Japão, a Índia, a China…

Não espere nada revolucionário. A ideia aqui é substituir a velha e boa motinho a gasolina de 100-125 cm3. A proposta é pragmática: dar um motor elétrico para o povo que quer a mesma simplicidade, a mesma robustez e o mesmo desempenho honesto de sempre, só que agora na tomada. Sem frescura, sem invenção de moda.

Honda UC3 [divulgação]

O pulo do gato? A bateria fixa. E de fosfato de ferro-lítio (LFP), uma tecnologia que, dizem, aguenta mais o tranco, é mais segura e não derrete no primeiro calorão. Para o uso intenso, faz sentido. Prometem até 122 km de autonomia, o que é mais do que suficiente para o bate e volta diário na cidade, contando com freio regenerativo em uso para dar cargas extras.

O motorzinho, desenvolvido em casa, entrega 8 cv. Ou seja, a mesma potência da Honda Biz 110 que a gente tão bem conhece. Tem três modos de pilotagem (Standard, Sport e Eco) para você escolher se quer andar ou economizar, e até marcha à ré para ajudar a manobrar na muvuca dos pesados engarrafamentos das grandes cidades vietnamitas e tailandesas. É o básico que funciona.

O chassi é o tradicional underbone, leve, fácil de pilotar e com a resistência necessária para encarar o asfalto ruim das cidades asiáticas. Suspensão? Aquela que cumpre o mínimo para não quebrar a coluna em baixa e média velocidade.

Freios? Disco na frente e tambor atrás e o manjado CBS (Combined Braking System) que atua em conjunto nas duas rodas, mesmo quer você acione só o manete do dianteiro (ou o traseiro). As rodinhas pequenas garantem a agilidade no trânsito infernal.

Tecnologia na medida certa

De tecnologia, tem o painel digital completinho, que mostra o essencial (velocidade, bateria, autonomia) e uma conectividade básica para o diagnóstico. Nada de outro mundo, mas o suficiente para quem quer um veículo confiável e que dê pouca dor de cabeça na manutenção.

A recarga é na tomada de casa, sem precisar de estação especial ou infraestrutura cara. Esse é o ponto chave para a possível proliferação do UC3 de imediato. A Honda foca no custo operacional baixo, o que é música para os ouvidos de quem usa a moto para trabalhar.

Honda UC3 [divulgação]

No fim das contas, o UC3 é a cara da Honda: praticidade acima de tudo. Não é um sonho de consumo, é uma ferramenta de trabalho eletrificada, feita para cumprir o que promete, sem firulas. A eletrificação pelo caminho mais curto e pragmático.

O que você acha dos scooters elétricos? Adotaria um deles para seu uso diário? Conte pra gente.


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1 comentário em “Honda lança scooter elétrico “arroz e feijão”, mas bem temperado”

  1. Carlos

    A pergunta que não quer calar :

    A parte do motor e agregados eletricos é totalmente a prova d´agua ?

    Por que no Vietna chove muito e alagam as ruas com facilidade, será que a Honda pendou nisso .

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Edu Pincigher

Eduardo Pincigher é jornalista formado pela PUC-SP e atua no setor automotivo desde 1989, sendo o autor da Coluna do Tio Edu com textos divertidos sobre o presente e passado do setor automotivo. Com passagens em diversas publicações e montadoras, hoje trabalha como assessor de imprensa e consultor de diversas empresas

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