A Consumer Electronics Show 2026, realizada em Las Vegas neste mês, voltou a cumprir um papel que já se tornou quase institucional: o de antecipar tendências e provocar reflexões que raramente surgem com a mesma intensidade nos salões tradicionais do setor automotivo.
No território das duas rodas, a feira mostrou que a convergência entre eletrônica de ponta, novos conceitos de mobilidade e segurança avançada está acelerando fora dos padrões conhecidos. Os holofotes se dividiram entre a maturação das baterias de estado sólido, projetos de motos voadoras e sistemas eletrônicos cada vez mais sofisticados voltados à segurança do motociclista.
Entre os destaques, a LEO Flight levou à CES o Solo JetBike, apresentado como o primeiro veículo aéreo ultraleve elétrico pronto para o mercado. Espécie de “moto voadora”, a proposta é clara: dar um passo além na mobilidade individual, tornando o voo pessoal mais seguro, simples e acessível.

O JetBike nasce da evolução do projeto Solo, aeronave ultraleve de asa fixa desenvolvida anteriormente pela empresa, e traduz o esforço da equipe em acelerar a chegada da tecnologia de jatos elétricos ao uso cotidiano.
O resultado é um veículo compacto, projetado para voos de baixa altitude, até cerca de 4,5 metros, que combina estabilidade típica de um hovercraft com a experiência emocional do voo, sem hélices expostas e sem exigir infraestrutura especializada.



Movido por um sistema de propulsão a jato elétrico, totalmente livre de hélices, o Solo JetBike pode ser recarregado em uma garagem residencial, atinge 96 km/h e, por enquanto, oferece autonomia para cerca de 15 minutos de voo. Números modestos sob a ótica prática, mas altamente simbólicos quando se observa o estágio embrionário desse novo segmento.
Moto 100% elétrica com bateria sólida
Já a Verge Motorcycles apresentou a evolução de sua proposta mais ousada com a TS Pro equipada com bateria de estado sólido de até 33,3 kWh. De acordo com a marca, a autonomia pode chegar a cerca de 595 km, associada a tempos de recarga extremamente reduzidos.


Caso esses números se confirmem em avaliações independentes, o impacto sobre o segmento de motocicletas elétricas tende a ser profundo.
A TS Pro mantém a assinatura visual que consagrou a Verge, com a roda traseira sem cubo central e entrega de torque abundante desde as primeiras rotações: um conceito tecnicamente fascinante, embora ainda observado com cautela por parte do mercado.

Sistema “ADAS” pra moto
Ao mesmo tempo, a CES 2026 também evidenciou movimentos mais pragmáticos e imediatos para o universo das duas rodas. A parceria entre a indiana Hero MotoCorp e a francesa Valeo sinaliza a chegada de sistemas avançados de assistência ao piloto (ARAS) a motocicletas e scooters, com recursos como detecção de pedestres, alertas de colisão e reconhecimento de sinais de trânsito.
Um indicativo claro de que, enquanto conceitos futuristas ganham forma, a evolução da segurança digital segue como um dos pilares mais concretos e urgentes do futuro das motocicletas.
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