A capital japonesa avança mais uma casa em sua agenda de descarbonização ao incorporar à frota da Polícia Metropolitana sua primeira motocicleta 100% elétrica. O modelo escolhido é a Honda WN7, para operações de patrulhamento urbano e apresentada como parte de um movimento estratégico que une sustentabilidade ambiental, eficiência operacional e modernização dos serviços públicos.
Desenvolvida pela Honda com foco em mobilidade elétrica , a WN7 foi adaptada às demandas específicas do policiamento em grandes centros. O conjunto garante resposta imediata ao acelerador, com 67 cv e 10,2 kgfm, característica valiosa em deslocamentos curtos e frequentes, além de condução silenciosa, atributo que reduz a poluição sonora em uma das metrópoles mais densas do planeta .
Do ponto de vista ambiental, a adoção da WN7 dialoga diretamente com as metas estabelecidas pelas autoridades municipais, que buscam reduzir drasticamente as emissões de CO₂ no transporte urbano ao longo desta década.

A ausência total de emissões locais e o menor consumo energético em comparação com motocicletas a combustão reforçam o papel do modelo como ferramenta concreta na transição para uma mobilidade de baixo impacto ambiental.
Há também ganhos econômicos e operacionais. Motos elétricas exigem menos manutenção, eliminam custos com combustíveis fósseis e apresentam menor desgaste de componentes mecânicos. Para uma frota policial que opera diariamente e em regime intenso, essa equação representa redução de custos no médio e longo prazo, além de maior disponibilidade operacional dos veículos.

Compromisso público
A iniciativa integra um programa-piloto mais amplo da cidade de Tóquio voltado à eletrificação de veículos utilizados em serviços essenciais, como segurança, limpeza urbana e logística pública.
A Polícia Metropolitana acompanhará indicadores como autonomia real em uso urbano, confiabilidade, custos de operação e aceitação por parte dos agentes. Caso os resultados confirmem as expectativas, a tendência é de ampliação .

Mais do que uma decisão pontual, a entrada da Honda WN7 no policiamento de Tóquio funciona como sinalização ao mercado e às demais administrações públicas. Em um país que abriga alguns dos maiores fabricantes de motos do mundo, o movimento reforça seu protagonismo e pode servir de referência para outras cidades interessadas em soluções mais limpas, eficientes e alinhadas às exigências do século XXI.
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