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Além da Europa, até a China cansou de telas gigantes sem botões físicos nos carros

Novas regras de segurança pressionam montadoras a reduzir dependência de touchscreens e recuperar comandos táteis nos carros

3 min de leitura

Nos últimos anos, as telas gigantes e poucos botões dominaram o interior dos carros, com paíneis minimalistas, funções direcionadas na central multimídia e quase nenhum botão físico. Algo que virou padrão em carros chineses e, querendo ou não, também diminui os custos de produção. O problema é que essa tendência começou a cobrar um preço.

Diversos motoristas reclamam da dificuldade de acessar funções básicas enquanto dirigem. Especialistas em segurança já até alertaram que ficar navegando por menus para ligar o limpador ou acionar o alerta pode tirar os olhos da pista por segundos e causar um belo de um acidente. Agora, finalmente a Europa decidiu reagir, e por incrível que pareça a China também.

Montadoras vão ter que mudar

A partir de janeiro de 2026, o Euro NCAP atualizou seus critérios de avaliação. Para conquistar as cinco estrelas, os carros precisarão ter comandos físicos para funções essenciais como seta, limpador de para-brisa, pisca-alerta, buzina e chamada de emergência. Se tudo depender apenas da tela, o modelo perde pontos.

interior com telas ligadas do Mercedes-Benz Classe S reestilizado
Interior do Mercedes-Benz Classe S 2027 [Divulgação]

Não é uma lei, mas tem peso enorme. Nenhuma marca quer lançar um carro novo sem a nota máxima de segurança, já que isso impacta diretamente na percepção do consumidor.

Já a China, que abraçou com força o conceito de interiores dominados por telas inspirados na Tesla, também mudou o discurso. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) propôs regras que exigem botões físicos para funções críticas, como setas, alerta, seleção de marcha e chamada de emergência.

BYD King GS [Auto+ / João Brigato]

O texto em consulta pública estabelece até tamanho mínimo para esses comandos, com área mínima de 10 por 10 milímetros. A intenção é garantir que o motorista consiga identificar e acionar as funções pelo tato, sem precisar desviar o olhar.

Já entenderam o recado

Até montadoras já admitem o exagero. A Volkswagen foi a primeira que reconheceu que depender demais de comandos sensíveis ao toque foi um erro e começou a recolocar botões físicos em novos elétricos. A Mercedes-Benz e Audi sustenta que certos comandos funcionam melhor com botões tradicionais. Até a Tesla avalia rever decisões em modelos futuros.

Volkswagen Magotan [Divulgação]

O movimento chinês também quer endurecer os critérios para sistemas de nível 3 e 4 do ADAS, exigindo padrões de segurança equivalentes aos de um motorista humano e capacidade de parar o veículo de forma segura em caso de falha.

E você, prefere um painel quase todo digital ou ainda confia mais nos comandos tradicionais? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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