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Além do marketing: a diferença real entre a construção de SUVs e crossovers

Entenda a distinção entre crossovers e SUVs pela arquitetura monobloco e conheça os modelos pioneiros que definiram o segmento no Brasil

3 min de leitura

Embora o termo crossover seja pouco utilizado no marketing automotivo brasileiro, ele define a arquitetura da maioria dos veículos comercializados como SUVs no país. Tecnicamente, a designação identifica o cruzamento entre segmentos, referindo-se a modelos que utilizam a base mecânica de carros de passeio para entregar a estética de utilitários.

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Aliás, etimologicamente, o termo descreve um ponto de convergência entre conceitos opostos. Na indústria, a classificação abrange modelos que mesclam características estruturais distintas:

  • Hatchbacks e Minivans: Projetos como o Honda Fit, que une a dinâmica de um hatch ao volume de carga de uma minivan.
  • Sedans e Cupês: Veículos com o terceiro volume definido, mas com a silhueta esportiva de um cupê.
  • Projetos de Carroceria Indefinida: Exemplificado pelo DS 5, que transita entre diferentes categorias sem uma segmentação única.
Honda Fit une a dinâmica de um hatch ao volume de carga de uma minivan.
Honda Fit [Divulgação]

A diferença entre SUV e Crossover

Aliás, a distinção está na construção. Historicamente, SUVs eram derivados de picapes, utilizando a arquitetura de chassi sob carroceria. Com a evolução para o uso urbano, surgiram modelos com estrutura monobloco (derivada de automóveis), conhecidos no mercado norte-americano estritamente como crossovers.

Dessa forma, modelos como Nissan Kicks, Honda ZR-V e Toyota Corolla Cross são tecnicamente crossovers, reservando-se o termo SUV para veículos com aptidão fora de estrada severa e construção sobre longarinas.

Estética de SUV

Sob a ótica internacional de carroceria monobloco, o Lada Niva (1977) é considerado o precursor do conceito, utilizando plataforma derivada de sedans da Fiat com tração integral. Apesar disso, em 1979, a AMC Eagle expandiu a ideia com versões 4×4 de sedãs e peruas.

No cenário brasileiro, sobretudo, o marco inicial ocorreu em 1999 com a perua Fiat Palio Weekend Adventure, que inaugurou a tendência de veículos de passeio com estética aventureira. Posteriormente, a Ford consolidou o mercado com o EcoSport, o primeiro modelo global a aplicar a estética SUV sobre a plataforma de um hatch compacto.

Na sua opinião, o mercado brasileiro deveria adotar a distinção técnica entre SUV e Crossover ou a nomenclatura atual é suficiente? Comente abaixo.


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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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