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BYD Yuan Pro vai ser híbrido na Argentina primeiro que o Brasil

SUV compacto atualmente é vendido apenas em versão elétrica tanto no Brasil quanto na Argentina, mas BYD quer faze-lo um best-seller

4 min de leitura

A BYD já entendeu que o Yuan Pro do jeito que ele chegou ao Brasil não conversa com o nosso mercado, e nem com o argentino. Desde que desembarcou no Brasil e na Argentina, o SUV nunca emplacou nas vendas por uma série de fatores. Mas a BYD quer mudar esse cenário, e vai começar primeiramente na Argentina. 

A BYD confirmou que o Yuan Pro, chamado no país vizinho de Atto 2, vai ganhar uma versão híbrida plug-in na Argentina em 2026. Quem confirmou a novidade foi Stephan Deng, CEO da marca no país, deixando claro que a ideia é transformar o modelo em um produto de volume, algo que hoje ele definitivamente não é.

Com isso, o Brasil também deve estar no radar da marca chinesa. Até porque o Yuan Pro aqui também nunca decolou nas vendas. Hoje o SUV compacto traz uma bateria de 45,1 kWh, motor de 177 cv e 29,6 kgfm de torque, só que entrega apenas 250 km de autonomia no ciclo do Inmetro. 

BYD Yuan Pro - Carro chinês vale a pena?
BYD Yuan Pro [Auto+ / Rafael Dea]

Para efeito de comparação, o BYD Dolphin Mini custa R$ 119.990 e roda até 280 km com uma carga. Além disso, o Yuan Pro não entrega nenhum pacote de equipamentos que convença o consumidor a pagar essa diferença.

Um híbrido no tamanho certo

Hoje, quem quer um SUV da BYD híbrido acaba sendo empurrado para carros maiores e mais caros, como Song Pro, Song Plus e Song Premium. Nem todo mundo quer um SUV desse porte, nem todo mundo consegue pagar, e é aí que o Yuan Pro híbrido seria uma bela solução.

BYD Yuan Pro azul híbrido chamado de Atto 2 na Argentina
BYD Yuan Pro híbrido [Divulgação]

O modelo tem 4,31 metros de comprimento e 2,62 m de entre-eixos, praticamente o mesmo tamanho de um Volkswagen T-Cross. É um carro fácil de estacionar, bom para uso urbano, mas ainda com porte de SUV, exatamente o tipo de proposta que o brasileiro compra.

Na versão híbrida plug-in, o Yuan Pro deve usar o mesmo conjunto do BYD King. Estamos falando do motor 1.5 aspirado a gasolina com cerca de 100 cv, combinado com sistema elétrico e duas opções de bateria, uma menor de 7,8 kWh e outra maior de 18,3 kWh.

BYD King GS [Auto+ / João Brigato
BYD King GS [Auto+ / João Brigato

Na Argentina, a configuração confirmada é a mais simples, com bateria de 7,8 kWh, entregando cerca de 164 cv combinados. Já no Brasil, se a BYD repetir a lógica dos seus híbridos plug-in atuais, tirando o Song Premium, a expectativa é a bateria de 18,3 kWh, oferecendo 235 cv e 33,1 kgfm de torque no total.

Preço é o ponto-chave

Hoje o Yuan Pro elétrico custa R$ 182.990, valor difícil de justificar. Já o BYD King custa R$ 169.990 na versão GL e R$ 175.990 na GS. Pegando essa lógica o Yuan Pro híbrido deve ficar nessa faixa de preço.

BYD Yuan Pro azul híbrido chamado de Atto 2 na Argentina
BYD Yuan Pro híbrido [Divulgação]

Nesse cenário, ele passaria a disputar espaço com modelos como o Omoda 5 HEV e o Toyota Yaris Cross HEV, porém ambos são híbridos plenos, não plug-in. Ou seja, não carregam na tomada.

Produção no Brasil

Quando chegar ao Brasil, o Yuan Pro híbrido deve ser montado na fábrica de Camaçari (BA) em regime SKD, o mesmo modelo já usado pela BYD em carros como Dolphin Mini, King e Song Pro. Visualmente, não espere grandes mudanças. O desenho deve ser praticamente o mesmo que a gente já conhece, apenas com novas entradas de ar.

BYD Yuan Pro híbrido [Divulgação]

Ainda não há flagras do modelo rodando no Brasil, mas a própria BYD já deixou claro que tem interesse em trazê-lo. Isso deve acontecer mais perto do fim do ano, acompanhando o cronograma argentino.

E você, compraria um BYD Yuan Pro híbrido? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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