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Carro elétrico criado por estudantes revela o que as montadoras escondem

Estudantes da Holanda criam um elétrico modular que pode ser reparado em casa por qualquer um

3 min de leitura

A indústria automotiva em geral produz carros que fazem o consumidor ter que ficar refém de concessionárias para arrumar até problemas simples, caso você não seja nenhum especialista. Embora mais seguros e com mais peças, os carros hoje possuem manutenção complicada, até porque foram montados por máquinas. Mas estudantes holandeses questionaram toda essa complicação e quiseram fazer diferente. 

Alunos da TU/e Eindhoven University desenvolveram um carro elétrico chamado Aria, sigla para Anyone Repairs It Anywhere (Qualquer um conserta em qualquer lugar) e até lembra um Hyundai Ioniq 5. A tradução já entrega a proposta. Qualquer pessoa pode reparar em qualquer lugar.

Hoje, a maioria dos carros elétricos são desenhados para serem reparados em oficinas especializadas. Pode ver: as baterias são integradas ao chassi, os módulos eletrônicos são lacrados, as peças exclusivas e os softwares também são fechados. 

Quando algo dá errado, o carro vira refém da concessionária. O custo sobe e o tempo de reparo pode demorar. O Aria nasce justamente para provar que isso não é uma limitação técnica. Os estudantes partiram de uma ideia simples. Se o carro fosse pensado desde o início para ser consertado, tudo mudaria.

Você pode arrumar sozinho

Aria azul, carro elétrico que pode der desmontado em casa, criado por estudantes holandeses
Aria [Divulgação]

O Aria é um carro totalmente modular, ou seja, os painéis de carroceria são removíveis em poucos minutos. Já os componentes internos podem ser retirados e substituídos sem desmontar metade do carro. Nada de quebra-cabeça.

A bateria não é um bloco único e caríssimo. São seis módulos independentes. Se um deles falhar, você troca só aquele. Não precisa substituir o pacote inteiro nem gastar uma fortuna.

O carro também vem com algo que parece óbvio, mas virou raridade m — manual de reparo detalhado, caixa de ferramentas integrada e um aplicativo de diagnóstico que se conecta via USB-C. O sistema mostra onde está o problema e orienta o reparo usando um modelo 3D do veículo. 

Aria azul, carro elétrico que pode der desmontado em casa, criado por estudantes holandeses
Aria [Divulgação]

Em desempenho, o Aria não impressiona, até porque sua ideia não foi essa e sim ser um carro inteligente. A velocidade máxima é de cerca de 90 km/h e a autonomia gira em torno de 220 km no ciclo europeu. 

O líder do projeto, Taco Olmer, defende que a União Europeia aplique regras de Right to Repair também aos carros de passeio. A lógica dos estudantes é que os celulares e eletrodomésticos precisam ser reparáveis, por que carros não.

Um tapa de luva na indústria

O Aria não vai virar um carro de produção amanhã, mas ele cumpre um papel importante para, quem sabe, um dia, as montadoras olhem para isso com carinho. Isso é um tapa no rosto para mostrar que a complexidade exagerada dos carros modernos não é obrigatória. Agora será que os carros seriam menos seguros? Fica aí o questionamento.

E você, gostou da ideia de um carro reparável em casa? Deixe seu comentário!


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2 comentários em “Carro elétrico criado por estudantes revela o que as montadoras escondem”

  1. Francisco de Assis Silva.

    Formado em mecânica industrial, especialista em hidráulica e pneumática e administração de materiais.trabalhei 30 ano no grupo Votorantim cimento e metais. Quando me deparava com problemas técnicos nós equipamentos diversos ( compressores/ bambas ) , o meu maior prazer além de solucionar a anomalia,era descobrir a ” Causa ” e focar e sempre tentando melhorar o equipamento em questão.
    Hoje infelizmente há maioria são trocadores de peças.
    Parabéns aos universitários.
    Abraço

  2. Luis Maccarini

    O Ária sem dúvida tem méritos pois resgata princípios da Permacultura, que ampliam um olhar mais simplista de sustentabilidade.
    Numa linha semelhante vale mencionar a proposta da Citroën, com seu carro conceito Oli.
    Contudo, a alternativa mais interessante poderia ser a conversão dos atuais carros térmicos. Os quais poderiam ser eletrificados com a utilização de kits específicos para esse fim, como os fabricados no Brasil pela WEG e pela Universal motores de Caxias do Sul. Processo que, a exemplo das atuais conversões para uso de GNV, geraria milhares de empregos e poderia vir a ser certificado pelo Inmetro, tendo sua conformidade assegurada por inspeção veicular.

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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