Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, não teve uma vida tranquila, principalmente por suas decisões controversas, como o fim do icônico motor V8 Hemi. Poucos meses antes de renunciar ao cargo, o Conselho Nacional de Concessionárias Stellantis (NDC) dos Estados Unidos enviou uma carta ao antigo executivo da gigante automotiva, acusando-o de causar um verdadeiro desastre.
Da mesma forma, que promoveu uma rápida destruição das marcas Jeep, Ram, Dodge e Chrysler. A Stellantis rebateu a carta alegando que ataques públicos não resolveriam a situação. Ou seja, um cenário no melhor estilo “toma lá, dá cá”.
Tavares está fora do cargo há pouco mais de um ano; porém, sua sombra e suas decisões ainda pairam sobre o grupo. Sean Hogan, presidente do NDC, em entrevista à Automotive News, comentou abertamente sobre a antiga liderança. Ele afirmou que o ex-CEO tinha uma visão errada sobre a Stellantis, priorizando excessivamente o corte de custos.

“Tentou levar nossas marcas para uma empresa de transporte entediante. Ele cortou, cortou e cortou custos. Nenhuma das nossas marcas é um meio de transporte básico ou entediante. Tudo o que fazemos tem que ser legal e único!”, disse.
Stellantis sob nova direção
A nova equipe, agora sob a tutela de Antonio Filosa no comando global da Stellantis, é elogiada pelo NDC por entender o que realmente funciona. Entre as medidas celebradas estão a volta do motor V8 Hemi e o compromisso de investir US$ 13 bilhões nos Estados Unidos até o final da década.
Produtos novos, incluindo o novo Dodge Durango e um inédito SUV da Ram, já estão no horizonte. São projetos que prometem resgatar o DNA dos fabricantes. Contudo, nem todas as marcas podem sobreviver sob o guarda-chuva do grupo. A recente Ram TRX é um dos novos horizontes da nova Stellantis, resgatando a nomenclatura TRX em uma picape equipada com um V8 de 777 cv e quase 100 kgfm.


Antonio Filosa está avaliando a viabilidade a longo prazo das 14 marcas, de acordo com informações recentes da Reuters. A aposentadoria de determinadas bandeiras não está descartada. Um dos grandes desafios é decidir o futuro da Chrysler nos EUA e da Lancia na Europa. Afinal, desde a era Carlos Tavares, paira a dúvida se manter tantas marcas faz sentido ou se o risco de canibalização e sobreposição de produtos é alto demais.
E você, qual a sua opinião sobre a Stellantis manter tantas marcas sob o mesmo guarda-chuva? Acha que essa estratégia pode prejudicar o grupo a longo prazo? Compartilhe sua opinião nos comentários!



