Desenvolvida totalmente em solo brasileiro, a Ram Rampage já começou a dar as caras na Europa, mas o objeto de desejo real é o mercado norte-americano. O problema? A Stellantis parece mais preocupada em não estragar a festa da futura Dakota do que em atender aos pedidos dos concessionários yankees.
Sucesso brasileiro desperta cobiça (e medo) nos EUA
A Rampage é um fenômeno de vendas por aqui, e isso não passou despercebido pelo maior mercado de picapes do mundo. Apesar do clamor de clientes e lojistas nos Estados Unidos, a Stellantis pisou no freio. O motivo atende pelo nome de Ram Dakota. Não a brasileira, a norte-americana, que será outra caminhonete.
Segundo Tim Kunisjis, CEO da Ram, em entrevista ao MoparInsiders, o lançamento da versão norte-americana da Dakota é que vai ditar se existe — ou não — um lugar ao sol estadunidense para a brasileira Rampage. “Não queremos tomar essa decisão [de levar a Rampage aos EUA] até saber exatamente onde posicionar a Dakota e onde ela vai se encaixar”, afirmou o executivo, em um tom que mistura cautela com cuidado com a caminhonete média.

O trauma da Ford: Maverick vs. Ranger
O grande receio de Kunisjis é a famosa canibalização. Ele olha para o quintal da vizinha Ford e vê um cenário de guerra dentro de casa: a Maverick está atropelando a Ranger. Os números de 2025 nos EUA não mentem, onde a Maverick vendeu 155.051 unidades em 2025 contra 70.960 unidades da Ranger. Ou seja, a irmã menor tem se dado melhor.
Com preços que se sobrepõem em várias versões, a Maverick demonstra que o público norte-americano prefere a novidade compacta ao tradicionalismo da média. A Stellantis teme que a Rampage faça exatamente o mesmo com a Dakota antes mesmo dela nascer.

A Dakota de verdade vs. a brasileira
A estratégia da Stellantis é transformar a volta da Dakota em uma campeã de vendas no segmento médio. Para isso, ela será produzida localmente e será um projeto totalmente diferente da nossa Dakota (que, convenhamos, nada mais é do que uma Fiat Titano com interior de Changan e um visual mais refinado).
Portanto, o roteiro é claro: primeiro a Stellantis lança a Dakota, entende como o mercado reage ao modelo e, só depois, estuda se a Rampage atravessa o continente americano. Felizmente, a caminhonete brasileira já nasceu pronta para as leis americanas. Mas, para rodar por lá, ela só precisaria das luzes laterais obrigatórias (side markers).
![[Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Ram-Rampage-RT-1-1200x720.jpg)
Você acha que a Ram Rampage teria fôlego para encarar a Maverick no território deles ou a Dakota vai acabar virando um mico? Comenta aí embaixo.


