A GAC já tem definido seu próximo lançamento para o Brasil. Trata-se do GAC GS3 que acaba de ser homologado por aqui e será a próxima novidade da marca, que estreou no país em março de 2025 com sete modelos de uma vez. O GS3 chega para ocupar a base da gama como SUV compacto de entrada, com uma escolha curiosa para os padrões atuais do mercado.
O modelo não irá trazer nenhum tipo de eletrificação, ao menos neste primeiro momento. Enquanto a maioria das marcas chinesas já desembarca no Brasil com híbridos ou elétricos, a GAC decidiu ir pelo caminho mais conservador no SUV de entrada.
O modelo já é vendido em mercados como México, Filipinas, Malásia, África do Sul e China, onde é produzido. No Brasil, ele chega para disputar espaço em um dos segmentos mais concorridos do mercado, para enfrentar Renault Kardian, Fiat Pulse, Volkswagen Tera, Nissan Kicks, Toyota Yaris Cross, além de rivais mais estabelecidos como Honda HR-V, Chevrolet Tracker, Peugeot 2008 e Jeep Renegade.

Dimensões generosas, excerto porta-malas
Ele ainda acaba se posicionando perto de modelos um pouco maiores, como Hyundai Creta e até do Jeep Compass, ao menos em porte. O motivo é seu tamanho, maior que o SUV médio da Jeep.
São aproximadamente 4,45 metros de comprimento, 1,85 m de largura e entre-eixos em torno dos 2,65 m, medidas muito próximas às de um Compass, que tem 4,40 m de comprimento e 2,63 m de entre-eixos. O ponto fraco fica no porta-malas, com 341 litros, menor até que o Tera.

Onde o GS3 quer se destacar é na motorização. Ele traz o 1.5 turbo a gasolina, com injeção direta, entregando 177 cv e 27,5 kgfm. É um patamar acima da maioria dos concorrentes, que usam motores 1.0 turbo, e até mais fortes que o T-Cross 1.4 TSI, que oferece 150 cv e 25,5 kgfm.
Nesse grupo de compactos mais potentes, o GS3 se aproxima de modelos como o Creta 1.6 turbo, com 193 cv e 27 kgfm, o HR-V 1.5 turbo, com os mesmos 177 cv mas 24,5 kgfm, e o Fiat Fastback nas versões topo, que entregam 176 (185 na Abarth) cv e 27,5 kgfm. A diferença é que o GAC promete esse conjunto por um preço mais agressivo.
Preço agressivo

Segundo apuração exclusiva do Auto+, o GS3 deve ser vendido em duas versões, com preços partindo de R$ 129.990 e chegando a R$ 159.990. Se isso se confirmar, ele terá um chamariz bem forte por oferecer motor e espaço por menos, algo que o consumidor brasileiro valoriza.
O câmbio será automatizado de dupla embreagem, banhado a óleo, com sete marchas. A combinação permite aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos, um número forte para o segmento. Em mercados onde já é vendido, o consumo urbano chega a 15 km/.



Existe a possibilidade de uma versão flex no futuro, mas isso dependeria de produção nacional. Caso o modelo passe a ser fabricado no Brasil, a tendência é que isso aconteça na planta de Catalão, em Goiás, onde a GAC já avalia seus próximos passos.
Em equipamentos, o GS3 deve chegar bem servido. A lista inclui faróis full LED, central multimídia de 14,6 polegadas, painel de instrumentos digital, chave presencial, freio de estacionamento eletrônico, console central elevado e banco do motorista com ajuste elétrico. Em segurança, aparecem piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, câmera 360 graus e seis airbags.


A suspensão segue a receita mais comum do segmento, com McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, assim como a maioria dos rivais, com exceção da linha Jeep, que usa suspensão independente atrás.
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Não vai vender: será certamente um fracasso.
Carros Híbridos elétricos caíram no gosto do povo. Não é por Acaso.
São eficientes. Sofisticados.
Voltar pro carro somente a combustão é simplesmente uma tragédia Anunciada.
Por que? Só não vai vender se vier no preço errado… Se vier no preço comentado na notícia, vai vender igual água, e roubar mercado de Nivus, Tera, Creta, Pulse, Kardian etc. Se esses que são a combustão, menos completos e mais caros vendem, não entendo porquê afirmar com tanta veemência que este não irá vender…