A Nissan Frontier 2026, conhecida lá fora como Navara, deve estrear com um posicionamento de preço superior ao da Mitsubishi Triton, no qual se baseia. Para justificar o preço maior, o fabricante promete um nível de condução e dirigibilidade superior, graças a um ajuste exclusivo de suspensão desenvolvido pela empresa australiana de engenharia Premcar.
Apesar disso, uma revelação sobre o processo de montagem mostrou como os novos amortecedores são específicos para cada mercado. Ou seja, as concessionárias serão as responsáveis por instalar o kit antes da entrega ao cliente.
Nissan Frontier e o polêmico descarte de peças novas
Essa estratégia cria uma faca de dois gumes. Por um lado, gera uma fonte de receita adicional para os lojistas, o que ajuda a explicar o preço final mais elevado da caminhonete. Por outro, a logística levanta questões sobre sustentabilidade.
A Nissan revelou que os amortecedores originais de fábrica, retirados praticamente sem uso durante a substituição, serão simplesmente descartados. Na prática, o consumidor paga por um conjunto de peças novas que vai direto para o lixo para dar lugar ao sistema preparado pela Premcar.

Reciclagem ou desperdício?
Segundo um porta-voz da marca ao portal CarExpert, o procedimento padrão exige que os técnicos drenem o óleo das peças removidas, descartando-o como fluido de motor usado, e enviem para a reciclagem. A Nissan defende que a prática está em sintonia com suas diretrizes de circularidade, embora o descarte de componentes zerados pareça contradizer o foco no reuso defendido pela marca.
Para garantir que a mudança justifique o investimento, a engenharia não apostou em um ajuste único. Foram desenvolvidas três calibrações distintas: as versões SL e ST focam no trabalho pesado com feixes de molas de quatro lâminas; a configuração ST-X recebe um acerto específico para as rodas de 18 polegadas com foco no asfalto.

Por fim, a opção Pro-4X calibra o conjunto para o uso misto com rodas de 17 polegadas e pneus all-terrain. Todo esse esforço serve para distanciar a Nissan da irmã da Mitsubishi, ainda que o custo ambiental dessa escolha seja um detalhe difícil de ignorar.
O que você achou dessa jogada da Nissan? Entre Frontier e Triton, qual é a sua escolha? Escreva sua opinião nos comentários.



