O mercado de carros de serviço autônomos está em alta nos Estados Unidos nos últimos tempos. E de olho nisso, a Nissan pode estar em negociações com a Uber para entrar de cabeça neste segmento. Desse modo, a marca japonesa poderia desafiar a Tesla em pé de igualdade, aprimorar os recursos tecnológicos de seus modelos e até faturar uma grana para ajudar a enfrentar o atual contexto delicado.
Me explica melhor essa história
De acordo com o Automotive News, a montadora dona do Kicks está em conversas com a Wayve Technologies, uma das empresas parceiras da Uber. E um dos projetos debatidos é sobre o desenvolvimento do sistema de direção autônoma com o uso de inteligência artificial.
Basicamente, as duas empresas pegariam o atual conjunto de itens semiautônomos ProPilot para aperfeiçoá-lo e assim equipar os veículos. Segundo o Auto Blog, se esta nova parceria realmente sair do papel, a tecnologia aprimorada já poderia ser aplicada nos modelos a partir de 2028. Além disso, as duas marcas projetam colocar o recurso em carros acessíveis vendidos nos Estados Unidos.

Assim, os modelos teriam um chamariz e tanto para atrair a clientela. A mídia Nikkei Asia pontuou que esta fusão poderia ser um bom recomeço para a Nissan, principalmente neste contexto atual. A marca enfrentou altas dificuldades financeiras recentemente e até tentou se juntar com a Honda, mas essa parceria japonesa não deu tão certo inicialmente.
Previsão bem interessante
Outro ponto que fez os olhos da marca dona do Kait querer essa união tem a ver com os lucros. Segundo especialistas estadunidenses, a categoria de carros autônomos de serviço podem gerar rendimento de US$ 2 trilhões até 2030.
A Tesla é uma das empresas que está de olho no setor, tanto é que anunciou o projeto da Cybercab para representá-la. A Waymo também tem forte atuação neste ramo e usa de modelos da Jaguar para atender aos clientes norte-americanos.

Se a Nissan conseguir concretizar este passo, ela poderia ter um futuro mais tranquilo e sem tantos transtornos. Ela conseguiria juntar bastante dinheiro para repor em seus cofres e assim começar a projetar novos carros eletrificados. Dessa forma, conseguiria brigar de igual para igual com montadoras como BYD, Honda e outras.
E o Brasil nessa história?
Para o Brasil, a história é outra. As normas e leis brasileiras são mais rígidas em relação aos veículos semiautônomos e autônomos. É por isso que ainda não temos como pedir um carro da Uber sem motorista. Pode ser que no futuro as legislações mudem.
Enquanto isso, a montadora japonesa segue otimista com os bons índices de vendas dos SUVs como Kait e o novo Kicks. Para se ter ideia, o novo SUV compacto acessível da Nissan vendeu mais de 1,2 mil unidades em fevereiro, ficando em quinto lugar no ranking de SUVs acessíveis da Fenabrave e acima do Renault Kardian.

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