Após iniciar as vendas da picape Ram Dakota no Brasil nas opções Warlock e Laramie, ambas com motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm, a picape agora se torna a menina dos olhos do fabricante para o público norte-americano. Com a descontinuação da 1500 Classic, ela pode virar um novo produto, desde que ofereça um preço competitivo em torno de US$ 30.000 (cerca de R$ 157.503 em conversão direta).
Tim Kuniskis, CEO da Ram, destacou que a nova picape precisa entregar capacidades reais para atender às exigências desse segmento. O executivo afirmou que o modelo terá a missão de preencher o vazio deixado pela 1500 Classic, ingressando em um segmento em ampla expansão liderado pela Toyota Tacoma. Para ser competitivo, o lançamento precisará mostrar qualidade e desempenho superior.
“Precisa ser uma picape confiável para quem está migrando de um modelo maior; não pode haver desconexão”, afirmou Kuniskis. “Portanto, tem que ser uma picape de verdade, com capacidade real, apenas um pouco menor e mais acessível.”

Arquitetura e Robustez
As especificações técnicas para os Estados Unidos permanecem em segredo. O que se sabe é que o modelo utilizará a arquitetura de chassi sobre longarinas, tal como o Jeep Gladiator. Essa construção garante à futura picape uma reputação de robustez legítima, distanciando-a de modelos monobloco com apelo urbano, como a Hyundai Santa Cruz ou a Ram Rampage.
“A premissa é entregar uma picape de verdade”, enfatizou Kuniskis, de acordo com informações dos sites Carscoops. com e The Drive. Segundo ele, a nova picape deve oferecer capacidades reais de reboque e carga útil. “Não pode ser apenas um automóvel de passeio adaptado com uma caçamba”, completou.



Eletrificação no radar da Ram Dakota
Embora a Ram ainda não confirme o conjunto mecânico norte-americano, Kuniskis deu pistas de que a eletrificação está nos planos. “O sistema híbrido tornou-se o ponto de equilíbrio da indústria. Observamos o sucesso do Jeep Grand Cherokee, que atua em um segmento estratégico com motorização híbrida dedicada. Precisamos de algo similar em uma picape média? É algo que ainda vamos definir”, ponderou.
O que o novo modelo não deve receber, contudo, é um motor V8. “Não sei se esse segmento ainda precisa de um V8”, afirmou Kuniskis ao The Drive. O executivo destacou a evolução dimensional dos veículos: “Hoje, uma picape média tem o porte que uma full-size costumava ter há 15 anos. O segmento médio não deve se comportar de forma diferente das picapes leves nos próximos anos”.

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