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Peugeot 208/2008 e Jeep Compass podem virar elétricos que rodam mais de 900 km

Grupo estuda usar sistema de extensor de autonomia da Leapmotor em modelos de Fiat, Peugeot e Citroën para driblar a falta de recarga

3 min de leitura

A Stellantis não quer apenas vender carros da Leapmotor fora da China, mas também quer aproveitar o que a marca chinesa tem de mais estratégico hoje que é sua tecnologia para aumentar o alcance dos elétricos sem depender totalmente da infraestrutura de recarga. O grupo avalia adotar o sistema de extensor de autonomia da Leapmotor em modelos de marcas como Fiat, Citroën, Peugeot, Opel e DS. 

Muito além de vender carro chinês

A Stellantis detém 51% da Leapmotor International, joint venture criada para fabricar e vender veículos elétricos da marca chinesa fora da China. A estratégia, porém, vai além de colocar novos modelos no mercado europeu e latino-americano.

A ideia agora é absorver tecnologia. Segundo o CEO internacional da Leapmotor, Tianshu Xin, o grupo estuda aplicar o conjunto de extensor de autonomia já usado em SUVs como o C10 em plataformas próprias da Stellantis. Na prática, isso ajudaria, e muito, o grupo eletrificar seus carros de forma muito mais rápida e vender, por exemplo, um Jeep Compass REEV, apenas utilizando a tecnologia já pronta. 

Como funciona o sistema na prática

Leapmotor C10 REEV [divulgação]
Leapmotor C10 REEV [divulgação]

O conjunto usado pela Leapmotor é chamado de REEV, ou seja, carro com extensor de alcance. Na prática, ele é como um carro elétrico,  pois as rodas são tracionadas exclusivamente por motores elétricos, enquanto o motor a combustão nunca movimenta o veículo, apenas fornece energia à bateria. 

No caso do Leapmotor C10, o sistema combina um motor elétrico de 231 cv e 32,6 kgfm com uma bateria de 28,4 kWh. O motor 1.5 a gasolina entra apenas como gerador, produzindo energia para recarregar a bateria.

Leapmotor C10 branco em movimento na estrada
Leapmotor C10 [Divulgação]

Com isso, a autonomia combinada pode passar dos 900 km, sem ansiedade de ter que carregar o carro em uma tomada, só precisando de posto de combustível, tudo isso atrelado ao consumo baixo e uma autonomia digna de híbridos plug-in. Por isso é um conceito diferente de um híbrido plug-in tradicional, onde o motor a combustão também traciona as rodas.

Por que isso interessa tanto à Stellantis

Para a Stellantis, essa solução é extremamente válida devido a vasta plataformas prontas que o grupo tem para carros que podem usar esse sistema e ainda mais em diversos mercados que os carros elétricos e a estrutura de recarga está bem abaixo. 

Peugeot 2008 Hybrid branco de lado estático no gramado
Peugeot 2008 Hybrid [Auto+/Luiz Forelli]

A ideia é colocar esses sistemas em carros com as novas plataformas modulares, que permitem esse tipo de eletrificação. A CMP, por exemplo, do Peugeot 208/2008 e a família Citroen (C3/Aircross/Basalt) é uma das cotadas a receber essa tecnologia, assim, como a STLA Medium, a mesma do novo Jeep Compass entre outros veículos. 

Mas o maior desafio é físico. O sistema exige espaço para o pequeno motor a combustão, tanque de combustível e componentes extras, o que pode adicionar cerca de 150 kg ao conjunto. Mesmo assim, a Stellantis vê o pacote como mais viável do que insistir apenas em elétricos puros nesses mercados.

Para você, esse tipo de elétrico com extensor de autonomia faz mais sentido do que os híbridos tradicionais? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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