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Segurança em primeiro lugar!

Por que assistentes de direção mais precisos tornam o trânsito mais perigoso

A evolução dos assistentes de condução autônoma gera um efeito colateral perigoso: a complacência dos motoristas

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Um estudo revelou que quanto mais eficiente é a tecnologia de assistentes de direção, maior é o risco nas ruas. O aviso surge quando praticamente todas os fabricantes aceleram a oferta de assistentes avançados, enquanto marcas como a Tesla pressionam autoridades para homologar veículos 100% autônomos. Especialistas batizaram esse fenômeno de complacência com a automação.

A situação ocorre quando o motorista passa a confiar cegamente no sistema, assumindo que o veículo resolverá tudo sem ajuda humana. Contudo, assistentes de Nível 2, como o FSD (Full Self-Driving) da Tesla, continuam exigindo supervisão. Apesar disso, o cenário é claro: em caso de acidente, a responsabilidade recai inteiramente sobre quem está ao volante. As informações foram publicadas pelo Carscoops.com

Entretanto, há uma distinção entre assistentes para carros de passeio e táxis autônomos, como os da Waymo, que operam sem motorista. Ainda assim, o público já incorporou os recursos de direção autônoma no cotidiano. A Tesla, aliás, destacou que os motoristas com limitações físicas ganharam mobilidade com a tecnologia, a classificando como um anjo da guarda nas vias.

Assistentes de direção: Tesla Model Y L prata de frente em movimento na estrada
Tesla Model Y L [Divulgação]

Apesar dos benefícios, especialistas em segurança veicular seguem alertando para os perigos. Guy Mangiamele, diretor da AMCI Testing, comentou que um veículo pode rodar sem problemas, porém, falhar em situações inesperadas. O motorista deve estar 100% focado para não virar uma ameaça para si e os demais motoristas.

A Rivian, sobretudo, prepara seu sistema de Nível 2, permitindo que o condutor retire as mãos do volante em vias bem sinalizadas. Contudo, adota um tom mais cauteloso. James Philbin, vice-presidente de autonomia do fabricante, reforça que a tecnologia busca reduzir a fadiga em viagens longas, e não substituir a capacidade humana.

A corrida pelos assistentes de direção mais precisos

Montadoras tradicionais, no entanto, correm pela automação. A Ford projeta para 2028 a estreia da tecnologia BlueCruise de Nível 3, que permitirá tirar os olhos da via em condições específicas. Já a General Motors segue com a nova geração do Super Cruise, consolidando uma disputa global que exige mudanças nas leis de trânsito.

A grande dúvida que permanece no setor é o tempo necessário para a regulamentação total dessas tecnologias. Executivos projetam a liberação de carros 100% autônomos em até cinco anos. Apesar disso, pesquisadores do MIT mostram uma postura mais conservadora. Para eles, a transição completa para um trânsito sem motoristas levará décadas, e não apenas alguns anos.

Assistentes de direção: Tesla Model Y Standard branco de dianteira
Tesla Model Y Standard [divulgação]

Você já usa assistentes de direção ou prefere manter o controle total durante o trajeto? Escreva nos comentários!

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