Mesmo com a Dakota presente no Brasil, a Ram quer que a 1500 volte à briga com as caminhonetes médias, visando roubar clientes de modelos de peso como a Toyota Hilux. Sabe aquele sentimento de déjà-vu? Pois bem, você já viu esse filme antes.
Lembra quando a marca não tinha uma média para chamar de sua e decidiu desovar a antiga Classic com preço de Hilux? O plano funcionou tão bem que a Stellantis vai repetir a dose, mas agora com um produto tecnologicamente atual. A Ram 1500 Big Horn desembarca oficialmente em solo brasileiro em 2026.
Estratégia de preço: o ataque direto às médias
Marlos Ney Vidal, do portal Autos Segredos, apurou que a escolha pela configuração Big Horn tem um objetivo claro: derrubar o preço de entrada da Ram 1500. A marca quer colocar sua caminhonete full-size na lista de compras de quem hoje cogita uma Ford Ranger, Chevrolet S10 ou a própria Hilux. Além disso, o modelo surge como alternativa para quem ainda hesita sobre a Dakota.

No catálogo norte-americano, a Big Horn ocupa o degrau imediatamente abaixo da Laramie — hoje a única opção da 1500 disponível por aqui. Nos EUA, a diferença é sensível: enquanto a Laramie custa 61.325 dólares, a Big Horn sai por 47.125 dólares. Considerando que a Laramie atual assusta o bolso do brasileiro em R$ 584.990, estimamos que a nova porta de entrada chegue na casa dos R$ 450 mil.
Motorização: o Hurricane 6 assume o comando
Debaixo do capô, a Ram 1500 Big Horn chegará ao Brasil ostentando o motor 3.0 de seis cilindros biturbo, batizado de Hurricane 6. É o mesmo propulsor que já move a irmã Laramie, entregando generosos 426 cv e 64,8 kgfm de torque. O conjunto trabalha em harmonia com o câmbio automático de oito marchas e tração 4×4.

O futuro do V8 no Brasil
Os puristas podem sentir falta do ronco clássico, mas há uma luz no fim do túnel. A Stellantis ainda estuda o retorno do motor V8 para a 1500 em algum momento futuro. Afinal, o maior apelo emocional de uma gigante dessas, frente às rivais Chevrolet Silverado e Ford F-150, reside justamente nos oito cilindros em linha.
Acabamento: rústica, mas longe de ser simplória
Para custar menos, a Big Horn abre mão de alguns mimos. Visualmente, ela ostenta uma grade frontal com tramas internas em preto e rodas de liga-leve de 18 polegadas com desenho mais conservador. Maçanetas e retrovisores também perdem a pintura e adotam o acabamento em plástico preto fosco, assumindo um visual mais bruto. O para-choque e a grade podem ser cromados ou na cor da carroceria, tal qual a Laramie.
![interior Ram 1500 Big Horn [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/02/ram_1500_big_horn_v8_crew_cab41.webp)
No interior, temos uma regressão de acabamento em relação à Laramie. A central multimídia é menor e quadrada, o que, ironicamente, agrada quem prefere botões físicos para o ar-condicionado. Os bancos mesclam couro e tecido, enquanto o volante perde o revestimento de maior qualidade. Além disso, o painel de instrumentos assume layout analógico.
O pacote tecnológico para o mercado brasileiro
Entretanto, como o brasileiro gosta de luxo, a Ram pode rechear o pacote nacional com o kit Level 2. Esse opcional traz volante em couro, central multimídia de tamanho generoso, ar-condicionado digital de duas zonas e melhorias de acabamento. A marca oferece até rodas de 20 polegadas à parte. Essa estratégia elevaria o patamar da Big Horn, tornando-a uma ameaça real para as versões topo de linha das caminhonetes médias.

E você, acredita que a Ram 1500 Big Horn tem fôlego para roubar clientes das caminhonetes médias tradicionais? Deixe sua opinião nos comentários.


