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É o fim da correia

Stellantis decreta fim à correia banhada a óleo e adota solução brasileira

Enquanto alguns ainda insistem na correia banhada a óleo, Stellantis muda rumos e vai apostar em motores desenvolvidos no Brasil

3 min de leitura

Inegavelmente, motores equipados com correia banhada a óleo não se tornaram alvo de polêmica somente no mercado brasileiro. Na Europa, os propulsores PureTech de origem Peugeot e Citroën, que equipam diversos carros da Stellantis até hoje, estão com os dias contados. Essa mudança ocorre porque a gigante automotiva decidiu substituir os antigos componentes problemáticos pelos motores brasileiros da família Firefly.

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Apesar de demonstrarem eficiência e economia de combustível, os motores 1.0 e 1.2 da família PureTech apresentaram falhas graves causadas justamente pela correia banhada a óleo. Vale lembrar que o grupo utiliza esses motores há várias gerações em modelos da Peugeot, Citroën e Opel, além de veículos recentes como o Jeep Avenger e o Fiat Grande Panda.

O problema crônico da degradação prematura

Contudo, os carros mais rodados da Stellantis com esse motor apresentam falhas críticas devido à degradação precoce do sistema de distribuição. Consequentemente, o esfarelamento da correia contamina o lubrificante do motor com resíduos de borracha. Como resultado direto, o entupimento da bomba de óleo acontece com frequência, levando a uma falha mecânica permanente e prejuízos elevados para os proprietários.

Peugeot 2008 europeu azul de frente
Peugeot 2008 europeu [divulgação]

No cenário nacional, a Peugeot e a Citroën utilizaram esse motor por um curto período no 208 e no C3, especificamente nas versões com o conjunto 1.2 de três cilindros aspirado. Contudo, existe uma outra fabricante que ainda utiliza motores com correia banhada a óleo por aqui, mas ela afirma categoricamente que seus propulsores não sofrem do mesmo problema de esfarelamento.

A solução definitiva contra a correia banhada a óleo

Inicialmente, os planos da Stellantis visavam apenas converter os motores PureTech para o sistema de corrente de comando. Entretanto, os engenheiros perceberam que os custos de adaptação seriam ainda mais altos do que introduzir uma nova família de motores no continente europeu. Dessa forma, o grupo optou por utilizar um conjunto de propulsores que já se provou mais moderno e robusto que o antigo PureTech.

Citroën C5 Aircross reestilizado verde com detalhes pretos, visto de frente e com faróis acesos
Citroën C5 Aircross reestilizado [Divulgação]

Bastou a Stellantis olhar para a operação brasileira, que produz os motores da família Firefly em larga escala há dez anos. Por aqui, a marca fabrica os conjuntos 1.0 de três cilindros e 1.3 de quatro cilindros em versões aspirada e turbo. Além disso, o motor 1.0 turbo já possui uma opção semi-híbrida pronta, enquanto o 1.3 conta com variantes em desenvolvimento que incluem sistemas semi-híbridos para as versões aspirada e turbo, além de híbridos de verdade do tipo PHEV e HEV.

Ademais, faz muito mais sentido para a matriz que os europeus passem a usar os motores brasileiros do que insistir na conversão do velho PureTech. Inclusive, a manutenção desse antigo motor da Peugeot era uma vontade pessoal de Carlos Tavares. O ex-CEO da Stellantis, conhecido por odiar o icônico motor V8 HEMI, só viu seus projetos favoritos perderem espaço após sua saída do comando do grupo.

Opel Frontera azul com teto branco de frente
Opel Frontera [divulgação]

Você acredita que motores com correia banhada a óleo são uma bomba relógio ou o problema é apenas a falta de manutenção rigorosa? Conte sua opinião nos comentários.


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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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