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Sua segurança está em risco e a China vai banir as telas gigantes dos carros

A China aprovou novas regras para conter o excesso de telas. A medida exige botões físicos e limita bancos reclinados em movimento

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Alguns componentes cumprem sua função há décadas sem a necessidade de reinventar a roda. Foi exatamente assim com as maçanetas retráteis, frequentemente questionadas por motivos de segurança em emergências. Agora, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) decidiu intervir em outro exagero da indústria: a obsessão pelas telas táteis e a eliminação de botões físicos.

As novas regras chinesas vão avaliar rigorosamente o nível de distração imposto ao motorista e a confiabilidade de sistemas digitais. Além disso, ao fabricantes serão obrigadas a testar o comportamento do vidro de telas gigantes e dos sistemas de Head-Up Display (HUD) em caso de colisão.

Segurança: Geely EX5 EM-i interior para avaliação e teste
Geely EX5 EM-i [Auto+/Luiz Forelli]

Segurança: botões físicos voltam a ser obrigatórios

A decisão exige que comandos vitais voltem a ser operados por botões e seletores analógicos. Funções cruciais como o engate de marchas, o acionamento dos desembaçadores de vidros, os faróis de LED e o ajuste dos espelhos retrovisores não poderão depender exclusivamente de menus em centrais multimídia.

Essa medida caminha em sintonia com os novos protocolos do Euro NCAP, que passou a exigir botões físicos para conceder nota máxima de segurança nos testes de impacto europeus. Para o motorista brasileiro, o movimento é uma excelente notícia, pois reduz a distração ao volante e devolve a praticidade no uso diário.

Proibição de bancos totalmente reclinados em movimento

Outra exigência recai sobre os assentos com função gravidade zero. A determinação proíbe que o passageiro viaje totalmente deitado enquanto o veículo estiver em movimento. O motivo é o risco do chamado “efeito submarino”: em uma colisão, o ocupante reclinado desliza por baixo do cinto de segurança, anulando a proteção do equipamento.

A personalização de iluminação externa também sofrerá moderação. As marcas continuam autorizadas a oferecer assinaturas luminosas pré-programadas, mas a criação de desenhos e animações customizadas pelos proprietários será banida para evitar ofuscamento e distrações.

Segurança: bancos dianteiros do Geely EX5 Max
Geely EX5 Max [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Impacto direto no mercado brasileiro e nas marcas chinesas

Embora a customização livre de luzes externas ainda não seja comum no Brasil, o efeito cascata dessa legislação atingirá em cheio o mercado nacional. Conhecidas por concentrar praticamente todos os comandos do painel em telas flutuantes, os fabricantes chineses precisarão readequar seus projetos globais, conforme informações publicadas pela Quatro Rodas.

Com isso, os carros importados ou produzidos para o Brasil também passarão a trazer de volta os botões físicos, priorizando a segurança e a usabilidade.

E você, prefere botões físicos no painel ou gosta de comandar tudo pela tela do multimídia? Escreva nos comentários!

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