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Toyota recebe R$ 500 milhões do BNDES para fábricas e nova picape híbrida

Crédito aprovado vai ser usado na produção em Sorocaba, reconstruir a fábrica de motores de Porto Feliz e viabilizar novo projeto

4 min de leitura

A Toyota recebeu na última segunda-feira (5) R$ 500 milhões em crédito aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro será usado para modernizar e ampliar suas fábricas no interior de São Paulo, além de abrir caminho para novos produtos, como a futura picape híbrida produzida no país.

A partir dos próximos meses a fábrica de Sorocaba (SP) passa a ser a principal e única fábrica de veículos da Toyota no Brasil, concentrando a produção que antes era dividida com Indaiatuba. Corolla sedã, Corolla Cross e o futuro Yaris Cross passarão a sair da mesma linha, simplificando a logística e aumentando a eficiência industrial.

Para que serve o valor

Segundo o próprio BNDES, a linha de crédito será destinada principalmente à compra de máquinas, robôs industriais, sistemas de análise em tempo real e equipamentos de última geração. O objetivo é atualizar as linhas de produção da marca japonesa e aumentar ainda mais a capacidade produtiva da planta paulista.

Toyota Yaris Cross [divulgação]
Toyota Yaris Cross [divulgação]

Um dos produtos de expansão é justamente o Yaris Cross, que terá sua produção nacional ampliada. Com preços já anunciados, o SUV é peça-chave na estratégia da Toyota por ser o primeiro SUV compacto híbrido flex do Brasil

Para isso, o complexo de Sorocaba está sendo ampliado fisicamente, com uma área adicional que, somada à estrutura atual, terá o equivalente a 40 campos de futebol.

Terreno de chão batido da nova fábrica da Toyota em Sorocaba e visto de cima
Nova fábrica da Toyota no Brasil [Divulgação]

Essa reorganização também marca o fim de um ciclo histórico. A fábrica de Indaiatuba, inaugurada em 1998 e responsável por produzir o Corolla por décadas, será desativada nos próximos meses. A produção do sedã médio já está em processo de transferência para Sorocaba. Cerca de 1.500 funcionários da unidade passam por um processo gradual de realocação, com recolocação em cidades próximas.

Porto Feliz também está na mira do valor

Outra parte do crédito será usada na reconstrução da fábrica de motores de Porto Feliz (SP). A unidade foi severamente atingida por uma forte tempestade em 22 de setembro de 2025, com rajadas de vento superiores a 90 km/h, o que causou a paralisação completa da produção. 

Fábrica da Toyota em Porto Feliz (SP) destruída pela chuva
Fábrica da Toyota em Porto Feliz (SP) destruída pela chuva [Reprodução]

Ali eram montados os motores 2.0 Dynamic Force aspirado, usados no Corolla e no Corolla Cross, além do 1.5 aspirado do Yaris, até então importado para a Argentina, por exemplo. Desde o ocorrido, a produção desses motores está interrompida no Brasil. 

No momento, apenas os motores híbridos 1.8, importados do Japão, seguem abastecendo a linha nacional, passando apenas por adaptações para compatibilidade com o etanol. A Toyota não informou uma data para a retomada da fábrica de Porto Feliz.

Picape menor que a Hilux

Toyota EPU [divulgação]
Toyota EPU [divulgação]

A Toyota também prepara um produto totalmente inédito para o Brasil. Trata-se de uma picape intermediária híbrida, utilizando a base do Corolla Cross para disputar espaço contra a Fiat Toro, Chevrolet Montana, Ford Maverick e a futura Renault Niagara.

Ainda existem poucas informações técnicas sobre a picape, mas o simples fato de a Toyota apostar em uma produção local e com eletrificação mostra o peso do projeto. Ele faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da marca no Brasil até 2030.

E você, está ansioso para uma picape intermediária da Toyota? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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