Se você planeja comprar um carro elétrico ou um híbrido sem precisar vender um rim na transação, a hora é agora. Isso porque a alíquota de impostos para os modelos eletrificados importados atingirá sua taxa máxima a partir de julho de 2026. Ou seja, o preço do carro híbrido ou elétrico importado em 2026 vai subir, atingindo especialmente os modelos chineses que dominam o nosso mercado.
Nesse sentido, veja como vai ficar a nova alíquota de impostos para carros importados no Brasil a partir de julho:
- Carros híbridos – 30%;
- Carros híbridos plug-in – 28%;
- Carros elétricos – 25%.

Marcas aceleram produção nacional para driblar o governo
Inevitavelmente, esse movimento de aumento de impostos fez com que marcas como Chevrolet, GWM e BYD acelerassem seus planos de nacionalização. A GWM, por exemplo, já produz o SUV médio Haval H6 no Brasil justamente para segurar o impacto da nova tributação e não espantar o cliente. É um movimento que visa não tornar o preço do carro híbrido mais vendido do Brasil ainda mais alto em 2026.
Além disso, a BYD fez o mesmo movimento com King, Song Pro e Dolphin Mini, mas deve também nacionalizar o Dolphin reestilizado para garantir sua sobrevivência por aqui. Como o foco da BYD é em carros elétricos e volume, ela deve segurar os preços em 2026.
![Chevrolet Captiva EV [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Chevrolet-Captiva-EV-traseira.webp)
Por outro lado, a Chevrolet buscou a antiga fábrica da Troller para realizar a montagem dos SUVs elétricos Spark EUV e Captiva EV. Entretanto, existe uma diferença entre os planos das chinesas e da GM. Enquanto a BYD e a GWM pretendem aumentar o índice de nacionalização de peças de forma rápida, a Chevrolet vai seguir apenas montando os modelos na fábrica terceirizada, mantendo a dependência do que vem de fora.
Dúvidas marcam o futuro da Geely e da Omoda & Jaecoo
Ademais, vale ressaltar que existem planos para fabricação nacional de carros da Geely, além de Omoda & Jaecoo. Contudo, a parceira da Renault só fará, por enquanto, o SUV híbrido EX5 EM-i, enquanto o campeão de vendas EX2 seguirá como importado — e pagando o pato do imposto. Já a O&J ainda não anunciou os planos de fábrica no Brasil, o que deixa o consumidor em uma corda bamba sobre o preço final desses carros.

Você ainda tem coragem de investir em um carro híbrido ou elétrico importado com essa mordida do governo? Conte nos comentários.


