Com sete meses de produção, a Volkswagen tem diversos motivos para comemorar em relação ao Tera. Ele já figura entre os carros mais vendidos do Brasil e agora passou das 60 mil unidades fabricadas por aqui. De acordo com a fabricante, já são mais de 31 mil unidades emplacadas no país e outras 22 mil foram exportadas. Sua chegada ainda trouxe boas novidades para a montadora.
O que acontece é que ele é fabricado em Taubaté, interior de São Paulo. Por isso, os executivos fizeram grandes mudanças nesta planta. A área de estamparia, parte onde as chapas de aço se tornam peças, ganhou novas ferramentas e novo equipamento de medição automática dos componentes. Além disso, 260 novos empregos foram criados exclusivamente para esta instalação.
Sendo que 40% destes novos postos são ocupados por mulheres. A parte de armação, onde as peças de aço são soldadas e transformadas na carroceria, ganhou novos robôs, pistolas de solda, pinças e mais ferramentas. A logística passou a receber mais peças e mais caminhões circulam, já que ajudam no transporte.

Uma novidade atrás da outra
O Volkswagen Tera ainda mexeu com a parte de pintura da instalação interiorana. Como ele conta com carroceria em dois tons, a planta de Taubaté teve de passar por adaptações. Esse setor usa biometano em sua matriz energética. Tanto essa instalação quanto a da Anchieta, em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo, recebem 1,35 milhão de m³ de biometano anualmente.
Mas, tudo vai mudar em 2027. A montadora prevê destinar 8,1 milhões de m³ do componente para as duas fábricas. Ele será usado no processo produtivo da pintura de carrocerias e ajuda a reduzir em até 99% nas emissões de CO2 em todo este processo. A montagem final de Taubaté também teve modificações por conta do Volkswagen Tera.

Ela recebeu novos instrumentos e atualização para analisar o funcionamento dos itens ADAS e comissionamento eletrônico. Aliás, a montagem automática de molas nas rodas traseiras também passou por atualizações. O Tera gera um volume de R$ 3,23 bilhões na compra de peças no acumulado do ano. Cerca de 80% dos seus componentes são nacionalizados.
Aproximadamente 230 empresas brasileiras fornecem peças para o rival do Fiat Pulse e 21 delas são do Vale do Paraíba. A cadeia de fornecedores precisou contratar novos funcionários, a fim de dar conta da demanda. O Volkswagen Tera mexeu com a produção de outros modelos. Ele é montado em Taubaté ao lado de algumas versões do Polo.

Mais detalhes
A variante Track passou a ser montada na fábrica de São Bernardo do Campo e o sedan Virtus teve parte da sua fabricação mudada para São José dos Pinhais, Paraná. Hoje, o oponente do Renault Kardian é enviado para mercados como Chile, Colômbia, Peru, México, Argentina, Costa Rica e outros lugares da América Latina.
O Volkswagen Tera pode ter motor 1.0 aspirado flex de 84 cv e câmbio manual ou 1.0 turbo flex de 116 cv e transmissão manual ou automática. Ele tem 4,15 m de comprimento e 2,56 m de entre-eixos. Desde a versão mais básica, o Tera vem com direção elétrica, seis airbags, sensor de fadiga, frenagem autônoma de emergência e central multimídia VW Play de 10,1″.

Um dos seus destaques é ser o primeiro carro da fabricante a ter inteligência artificial embarcada. Batizado de OTTO, o recurso foi desenvolvido em parceria da VW Tech com a Accenture Brasil e criatividade de design da Volkswagen Américas. O assistente virtual oferece respostas personalizadas e integra o carro com seu condutor.
Segundo a Fenabrave, ele vendeu 10.162 unidades no último mês de outubro, só perdendo para a Fiat Strada. No acumulado do ano, o irmão menor do T-Cross já acumula 27.921 unidades vendidas. Por fim, o Tera tem preços entre R$ 105.890 e R$ 141.890.
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