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Volkswagen pode transformar o ID. Polo em híbrido se o elétrico fracassar

Fabricante alemã testa motores a combustão como extensor de autonomia na Europa e prepara um plano B para o ID. Polo, caso as vendas do elétrico não decole

3 min de leitura

A Volkswagen está correndo para trazer ao mercado europeu sua linha elétrica de entrada, no caso o ID. Polo é um deles. O modelo está praticamente pronto, mas só chega depois do CUPRA Raval, seu gêmeo para o mercado espanhol da marca Seat. Mas isso não está acontecendo à toa — a VW vai utilizar sua submarca como cobaia e analisar a recepção do público antes.

As informações do site motor.es revelam que a Volkswagen quer ver a recepção do público antes de colocar seu elétrico compacto na rua. Isso acontece, porque segundo o site, há um medo dentro da marca sobre o modelo que está com altas expectativas de venda: E se o ID. Polo vender menos do que o esperado?

E esse receio não é por acaso. O Polo a combustão ainda é muito forte na Europa, assim como o T-Cross e o Nivus europeu, chamado de Taigo. A Volkswagen sabe que, enquanto as versões motores térmicos coexistirem com os elétricos, a maioria dos consumidores continuará escolhendo o motor tradicional. 

A Volkswagen sabe disso

Volkswagen ID. Polo camuflado de colorido, visto de frente e com faróis acesos
Volkswagen ID. Polo [Divulgação]

A montadora até admite isso nos bastidores. Oficialmente, porém, o discurso é outro. Na frente do público é comentado que será o primeiro Polo GTI elétrico da história e que o público vai adorar. Mas por trás das câmeras, o clima é de atenção total devido ao receio nas vendas.

Por isso, a empresa já está trilhando um plano B caso as vendas não saiam como o esperado. Embora a Volkswagen diga que só trabalha com EREV apenas na China, fontes internas citadas pelo site confirmaram que a tecnologia está sendo avaliada discretamente na Europa há meses.

Volkswagen ID. Polo camuflado de colorido e visto de trás
Volkswagen ID. Polo [Divulgação]

Segundo essas fontes, a Volkswagen desenvolveu dois motores a gasolina exclusivos para atuar como extensor de autonomia. Um dois cilindros 1.0 e um três cilindros 1.5. O pequeno 1.0 já foi instalado em unidades de teste do ID. Polo. Assim como funciona no Leapmotor C10, esse propulsor jamais move as rodas e só funcionam como gerador elétrico quando necessário e assim sendo um híbrido de autonomia estendida.

Falando na Leapmotors, a Volkswagen terá um grande desafio caso na Europa caso os modelos REEV chegue ao mercado, pois a montadora chinesa vende esses modelos com preços muito agressivos. O plano da Volkswagen é ter a convivência entre seus modelos a combustão e elétricos até, no máximo, 2030. A partir daí, Polo, T-Cross e Taigo deixariam de existir para abrir espaço apenas para suas versões a bateria. 

Volkswagen T-Roc sistema motor 1.5 TSI Evo2
Sistema motor 1.5 TSI Evo2 [Divulgação]

A arquitetura MEB Entry, criada justamente para os elétricos compactos da Volkswagen, já prevê um espaço traseiro capaz de receber esse motor extra. Falta saber como a marca vai lidar com questões práticas. 

O tanque vai estar no lugar da bateria? A bateria será reduzida? A autonomia será maior que a dos rivais chineses? O fato é que a Volkswagen está se preparando caso seus elétricos não derem certo na Europa. Resta saber quando isso vai acontecer de fato.

O que você acha dessa estratégia da Volkswagen? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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