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E se fosse hoje em dia?

Quanto o Fiat Argo ficou mais caro desde o lançamento em 2017? Culpa da inflação?

Mesmo corrigindo pela inflação, o hatch ficou até 35% mais caro em termos reais desde o lançamento, ainda mais nas versões de entrada

5 min de leitura

A Fiat confirmou que o nome do seu próximo lançamento no Brasil será Argo. Muitos brasileiros esperavam e apostavam o retorno do Uno, um nome histórico para o país, ainda mais vindo do Panda e no ano que a montadora italiana irá completar 50 anos no Brasil. Mas a decisão foi manter o nome Argo, como confirmou Olivier François, presidente da Fiat.

Então pegando o Argo de referência o Auto+ quis tirar uma dúvida: quanto o Fiat Argo custava quando foi lançado, e quais foram suas mudanças visuais e mecânicas ao passar do tempo?

O Argo chegou ao Brasil em maio de 2017, como linha 2018, e desde então nunca mudou de geração. Teve ajustes pontuais, novo logotipo em 2020, facelift leve em 2025 e mudanças importantes de motorização ao longo do caminho, como a saída do motor 1.8. Mas,em geral, é o mesmo carro.

Antes de tudo, como funciona a correção pela inflação

carros mais procurados
Fiat Argo (divulgação)

Entre maio de 2017 e janeiro de 2026, o IPCA acumulado foi de 53,3%. Ou seja, algo que custava R$ 100 em 2017 precisaria custar cerca de R$ 153 em 2026 apenas para ter o mesmo valor real, sem ficar mais caro de verdade, vamos dizer assim.

Com isso em mente, dá para separar duas leituras diferentes. A primeira é quanto o Argo subiu nominalmente, olhando só para o preço de etiqueta, sem inflação no meio. A segunda é quanto ele subiu de fato acima da inflação, ou seja, o quanto ficou mais caro em termos reais.

Às versão de entrada

Quando foi lançado, o Fiat Argo mais barato era o Drive 1.0, que custava R$ 46.800 em maio de 2017. Corrigindo esse valor pelo IPCA até dezembro de 2025, ele passaria a custar R$ 71.756,92. Hoje, o Argo mais barato da gama custa R$ 94.790, na versão 1.0 Sem Nome. Já a versão equivalente em nome e proposta, o Drive 1.0, custa R$ 96.790.

Na prática, isso representa um aumento de quase R$ 49.990. Ou seja, o Argo 1.0 ficou cerca de 35% mais caro em termos reais, acima da inflação. Em termos técnicos, pouca coisa mudou. O motor segue sendo o Firefly 1.0 aspirado, com pequenas variações de potência e torque. Em 2017, entregava 72/77 cv e 10,4/10,9 kgfm. Em 2026, passou para 71/75 cv e 10,0/10,7 kgfm. Em ambos os casos, sempre com câmbio manual de cinco marchas.

Fiat Argo 1.3 manual

Em 2017, o Argo Drive 1.3 manual custava R$ 53.900. Corrigindo esse valor pela inflação até 2026, ele chegaria a R$ 82.643,12. Hoje, a versão que mais se aproxima em proposta é o Argo Trekking 1.3 manual, tabelado em R$ 102.790. Mesmo considerando as diferenças de posicionamento e visual, a conta mostra um aumento de cerca de 24% acima da inflação. 

O motor continua sendo o Firefly 1.3 aspirado. Em 2017, entregava 101/109 cv e 13,7/14,2 kgfm. Em 2026, passou a oferecer 98/107 cv e 13,2/13,7 kgfm, sempre com câmbio manual de cinco marchas. 

Fiat Argo 1.3 automático

As versões automáticas do Argo antigamente utilizava o câmbio GSR, um automatizado de cinco marchas, e custava R$ 58.900. Corrigido pela inflação, esse valor chegaria a R$ 90.309,45 em 2026. Hoje, o equivalente é o Argo Drive 1.3 CVT, que custa R$ 107.790. Isso representa um aumento de cerca de 19% acima da inflação.

O motor segue sendo o mesmo Firefly 1.3, mas a transmissão mudou bastante. Saiu o GSR, criticado, e entrou o CVT da Aisin, que simula sete marchas. O resultado é mais suavidade e melhor consumo, mas também um desempenho mais morno.

Versão topo de linha, onde a conta quase fecha

Em 2017, o topo da linha Argo era o HGT 1.8 automático, que custava R$ 70.600. Corrigido pelo IPCA, esse valor chega a R$ 108.248 em 2026. Hoje, o Argo mais caro é o Trekking 1.3 CVT, por R$ 110.790. Aqui, a diferença é mínima, pouco mais de 2% acima da inflação. Curiosamente, é o único caso em que o preço atual praticamente acompanha a correção inflacionária.

Mas o carro mudou bastante. Saiu o motor 1.8 de até 139 cv e 19,3 kgfm, com câmbio automático de seis marchas, e entrou o 1.3 aspirado de até 107 cv, com CVT. Na prática, o Argo de hoje custa quase o mesmo em termos reais, mas entrega menos desempenho.

No final….

Fiat Argo [Divulgação]

O Fiat Argo no final das contas não mudou de geração, não ficou maior e não ganhou motores mais potentes. Ainda assim, ficou significativamente mais caro, principalmente nas versões de entrada e intermediárias.

A inflação explica parte desse aumento, mas não tudo. O restante passa por reposicionamento de mercado, enxugamento de versões e pelo encarecimento generalizado do carro zero no Brasil, principalmente depois da pandemia.

Se ele tivesse sido lançado hoje, com o mesmo projeto de 2017, custaria tudo isso? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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