Ao vivo
Home » Avaliação » Fiat Grande Panda tem alma, jeito e essência de Uno 2026 | Impressões

Avaliação

Mr. Simpatia!

Fiat Grande Panda tem alma, jeito e essência de Uno 2026 | Impressões

Divertido, jovial, simpático e com toda essência de Fiat Uno, o Grande Panda vem para o Brasil no próximo ano

7 min de leitura

Faz tempo que a Fiat não tem um ícone no Brasil. Uno, Palio e 500 sempre foram carros que exalaram a essência da marca italiana e trouxeram para as massas a dolce vitta. Algo que Argo e Mobi, com suas posturas mais austeras e de compliance nunca conseguiram. Mas, isso mudará com o Grande Panda, ou novo Uno, em 2026.

A Fiat trouxe um seleto grupo de jornalistas para a Itália para começar as comemorações dos 50 anos de Brasil, com também um objetivo: testar o Grande Panda. O modelo será vendido no nosso país no próximo ano, mas terá alterações mecânicas e internas, além de outro nome.

Nossa aposta? Fiat Uno 2026. Mas Grande Uno também caberia. Fica a sugestão, Stellantis. E digo isso não somente porque ele tem estilo quadradinho e simpático tal qual a nossa amada botinha ortopédica. Mas sim porque a essência desse hatch italiano é a mesma do modelo que tivemos por anos no Brasil.

Fiat Grande Panda amarelo de frente andando na pista
Fiat Grande Panda [Auto+/João Brigato]

Só falta a escada no teto

Construído sobre a plataforma CMP, a mesma do Peugeot 208 e do Citroën C3, o Fiat Grande Panda / novo Uno 2026 consegue ser o exato meio termo dinâmico dos dois modelos. Enquanto o 208 é mais durinho e esportivo, o C3 é mais mole e confortável. Na Fiat, o caminho é intermediário.

A suspensão é um pouco mais firme do que o típico da marca italiana, entregando uma boa resposta em curvas. Ele é um carro alto, evocando o espírito de SUV do C3. Com isso, é sentida a rolagem e inclinação de carroceria mais acentuada do que no 208. Ainda assim, é um carro bem na mão e de boa resposta.

Fiat Grande Panda amarelo de lateral andando na pista
Fiat Grande Panda [Auto+/João Brigato]

A plataforma é bem nascida, sendo que o novo Fiat Uno / Grande Panda conta com a variante Smart Car, de baixo custo, que o C3 estreou. Com isso, é possível sentir uma notável robustez do conjunto, onde o carro parece bem montado e sólido. Esperamos que isso siga para o Brasil, mas a plataforma é de responsabilidade da nossa engenharia. Portanto, os sinais são bons.

A direção é também um pouco mais firme do que o padrão da marca, lembrando bem o acerto usado no Pulse Abarth e no Fastback Abarth. É macia nas manobras, mas com uma tocada mais esportiva e pesada na medida certa para uma condução mais empolgada. Deixa a impressão de ser um carro 15 anos à frente de um Argo, o qual ele substituirá no Brasil.

Motorização não interessa

Na Itália, foi possível testar o Fiat Grande Panda em duas variantes mecânicas que não serão oferecidas no Brasil. Havia um modelo 1.2 três cilindros turbo semi-híbrido de 110 cv com câmbio automatizado de dupla embreagem, além de um 100% elétrico com 113 cv.

Por aqui teremos só motores 1.0 três cilindros, seguindo a receita de C3 e 208. As versões mais baratas terão o 1.0 Firefly três cilindros aspirado de 75 cv e 10,7 kgfm de torque com câmbio manual de cinco marchas. Já os modelos mais caros usarão o 1.0 T200 três cilindros turbo semi-híbrido com câmbio CVT.

Fiat Grande Panda [Divulgação]

A ideia da Fiat é ter os conjuntos mais eficientes novo novo Uno 2026 brasileiro ao invés dos propulsores usados pelo Grande Panda, os quais não são adaptados ao Brasil. Há possibilidade de que o 1.3 Firefly também seja usado com câmbio manual ou CVT em versão intermediária. Visto que seus primos também terão esse motor em 2026.

Portanto, qualquer impressão sobre como o Fiat Grande Panda anda não reflete em como o novo Uno 2026 será aqui no Brasil. Contudo, fico feliz em dizer que o conjunto 1.0 turbo com câmbio CVT é bem melhor calibrado e direto do que o 1.2 com câmbio DCT usado na Europa.

Fiat Grande Panda [Divulgação]

Onde vai mudar

O interior do Fiat Grande Panda reflete exatamente como os italianos gostam de seus carros: cores chamativas, texturas diferentes e mais alegria. Os brasileiros, contudo, julgaram em clínicas que o interior do modelo era infantil demais. Por isso, ele será alterado para o nosso mercado.

O acabamento deve trocar o azul estilo Ford Maverick pelo preto, enquanto os detalhes em verde neon serão cortados. Esperamos somente que a faixa de tecido macio no painel siga. A qualidade dos plásticos é um pouco inferior ao Pulse, diga-se de passagem. Mas algo coerente para a proposta de carro de entrada.

interior do fiat grande panda
Fiat Grande Panda / novo Fiat Uno [Foto: Divulgação]

No Grande Panda, a Fiat adotou um painel de instrumentos totalmente digital mais largo do que o usado no Brasil. Isso deve mudar no nosso mercado, adotando o padrão já oferecido desde Pulse e Fastback, até Toro e Renegade. A central multimídia daqui, contudo, deve ir para o Brasil.

O indicativo disso é que todo o sistema já tem tradução completa para Português do Brasil. A Stellantis não traduziria todo o sistema para um idioma que não vai usar. A tela é a mesma do C3, mas com layout de botões e controles diferentes. A qualidade deixa a desejar e o visor opaco não encanta.

bancos do fiat grande panda
Fiat Grande Panda / novo Fiat Uno [divulgação]

É um Fiat Uno

Se a carroceria toda quadradinha e compacta faz parecer que o interior é apertado, reveja seus conceitos. Tal qual o Fiat Uno original, o Grande Panda tem interior bem pensado e aproveitado. Com 3,99 m de comprimento, ele é mais espaçoso que o Argo, especialmente em altura para a cabeça.

Ao contrário do Citroën C3, que te obriga a sentar muito verticalmente, o Grande Panda / novo Uno 2026 permite sentar mais baixo, mas não tanto quanto o Peugeot 208. Isso fica mais claro na traseira, onde a área é suficiente para um passageiro alto ficar ali no limite. O porta-malas leva 350 litros, segundo a marca e é bem fundo.

Interior do Fiat Grande Panda
Fiat Grande Panda La Prima [Foto: Divulgação]

Veredicto

Além do visual todo quadradinho e charmoso que dá alô Fiat Grande Panda um jeito de Uno, ele traz toda a essência do icônico hatch. Ele é robusto, gostoso de dirigir, espaçoso por dentro e jovial. É bom ver esse lado divertido da Fiat, que ficou apagado nos últimos anos.

Independente se ele vier como Grande Panda ou novo Uno, a Fiat tem um carro com potencial gigantesco de vendas nas mãos. Afinal, se hoje a maioria das pessoas compra o Mobi e o Argo via modalidade PJ, com o novo hatch o desejo por um Fiat compacto volta a ser uma razão de compra.

Fiat Grande Panda [Divulgação]

E fica tranquilo, não há gosto de Citroën C3 nele. Só algumas peças compartilhadas. Aliás, o fato de ele ser o exato meio termo entre o C3 e o Peugeot 208 é o que torna esse novo Fiat um acerto enorme da Stellantis. Só falta agora começar a produção no Brasil em 2026 e colocar a escada no teto.

Você acredita que o Fiat Grande Panda / novo Uno vai vender bem no Brasil? Conte nos comentários!


YouTube video

3 comentários em “Fiat Grande Panda tem alma, jeito e essência de Uno 2026 | Impressões”

  1. Junior Kajueiro

    Eu creio que esse carro não será lançado como “hatch” por aqui e sim como suv/crossover de entrada, sendo assim ele substitui tanto o Argo (em sua totalidade), quanto as versoes de entrada do Pulse.
    Algumas observações tanto do mercado, quanto da própria Stellantis nos levam a perceber isso.

    – Mercado de hatches está mudando: Apesar de ainda terem vendas consideráveis, hoje o único modelo que não depende MUITO de VD é o city, que vende pouco, ou seja, os hatches de entrada estão destinados a se tornarem modelos de VD! Polo track, C3, Mobi e Kwid são alguns desses exemplos e terão o mínimo de novidades para seguirem vivos pelos próximos anos.
    – Eletrificação: Outro caminho que os hatches tem adotado é o da eletricação, aqui temos exemplos como Dolphin e Ora.
    – Crescente preferencia por suvs/crossovers de entrada: Pulse, Kardian, Basalt, Tera, Stonic e os futuros Kait e suv Onix, são exemplos claros disso. Pois são produtos que permitem que o fabricante tenha maior margem de lucro, ao mesmo tempo em que oferta um produto “mais requintado que o hatch”, com maior tecnologia e motorizações aspiradas para conservadores ou turbinadas, ou seja um publico mais amplo. O asfalto “lisinho” do Brasil também ajuda muito aqui.

    Eu creio que é aqui que o Uno/Panda irá se encaixar, afinal a Fiat nao vai querer perder o bonde e nem condenar o seu produto a uma categoria que está morrendo.

  2. Florisvaldo Azevedo

    Gosto muito da marca Fiat, modelo interessante e bonito espero que o valor seja acessível aos brasileiros, capt kkk

  3. José Barbosa de Souza

    Fiat Clonos Vai vim 2028? Vai mudar?

Deixe um comentário

João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

Você também poderá gostar