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Que loucura!

5 carros que têm nome de órgão sexual

Nem sempre é fácil acertar no nome dos carros para todas as traduções, mas esses se inspiraram nas genitálias

4 min de leitura

Dar nomes aos carros é uma das tarefas mais difíceis que existem hoje. Isso ocorre porque um batismo pode funcionar muito bem em alguma língua e ter ótima sonoridade, mas ser confuso em outra. Além disso, existe algo ainda pior: ter o mesmo nome de um órgão sexual. Inegavelmente, isso é mais comum do que parece no mercado global.

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Tão comum que na lista de hoje reunimos cinco carros cujos nomes são traduções para certos órgãos sexuais, femininos ou masculinos. E, como se não pudesse piorar, o primeiro dos carros da lista tem o nome mais explícito para quem fala português. Por isso, a escolha de um nome exige uma pesquisa linguística profunda em diversos países.

Ford Pinto

Ford Pinto laranja
Ford Pinto [Divulgação]

Precisa explicar algo? O Ford Pinto seria piada pronta no Brasil caso o modelo viesse oficialmente. Mas ele nunca foi oferecido fora da América do Norte, especificamente EUA e Canadá, onde o nome Pinto tem outro significado. Na realidade, pinto não é o que você está pensando, mas sim um tipo de cavalo que pode ter o que você está pensando.

O modelo compacto ficou famoso nos anos 70 por problemas de segurança em colisões traseiras. No entanto, para o público brasileiro, a falha técnica ficaria em segundo plano diante do nome cômico. De fato, a Ford evitou um desastre de marketing ao nunca trazer esse veículo para o nosso mercado nacional.

Hyundai Kona

Hyundai Kona cinza parado de frente com muro ao fundo
Hyundai Kona Signature [Auto+ / João Brigato]

Para falantes de português do Brasil, Kona não tem nada de diferente ou ofensivo sonoramente. Mas o SUV da Hyundai teve de mudar de nome para Kauai em Portugal. Isso porque, lá na terrinha, cona é um apelido pejorativo para a genitália feminina. No Brasil tivemos uma situação parecida, mas com uma marca de carros chinesa que também causou polêmica.

A mudança estratégica para o nome de uma ilha havaiana evitou constrangimentos desnecessários nas concessionárias portuguesas. Inegavelmente, essa adaptação mostra como a marca sul-coreana está atenta às variações linguísticas do português. Assim, o modelo Kauai segue sua trajetória europeia sem carregar o peso de um palavrão local.

Mercedes-Benz Vito

Mercedes-Benz Vito [divulgação]

Tal qual o problema que a Hyundai teve com o Kona em Portugal, a Mercedes-Benz não pode usar Vito na Suécia. Isso ocorre porque no idioma local, Vito é uma maneira de se referir às partes íntimas de uma mulher. Com isso, o nome da van comercial de porte médio da marca foi trocado para o mercado local.

A fabricante alemã optou por utilizar outras nomenclaturas para evitar que o utilitário virasse motivo de chacota entre os suecos. Certamente, essa é uma prova de que até marcas premium precisam revisar seus dicionários globais antes de cada lançamento. Consequentemente, o modelo mantém sua imagem de seriedade profissional em solo escandinavo.

Honda Fit

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

Quem diria que os suecos teriam tantas maneiras de se referir às intimidades femininas, mas eles realmente têm. Prova disso é que o Honda Fit mudou de nome para Jazz na Europa por conta dessa coincidência infeliz. A pronúncia em sueco e norueguês de Fit é algo muito próximo a Fitta, que é justamente o mesmo nome da genitália referida em Kona e Vito.

Dessa forma, o nome Jazz foi adotado para garantir que o hatch japonês tivesse uma aceitação tranquila em todo o continente europeu. No Brasil, o nome Fit funcionou perfeitamente e remete ao conceito de encaixe e praticidade do veículo. Contudo, na Escandinávia, o termo original causaria um impacto visual e sonoro extremamente negativo.

Chana

marca de carros
Chana Pick-up [reprodução]

De maneira completamente inexplicável, a Changan achou que seria uma boa ideia manter o nome chinês de sua marca de veículos comerciais no Brasil, a Chana. É óbvio que isso virou meme por aqui, especialmente porque a palavra Chana vinha escrita em letras enormes na traseira dos carros da marca. Ainda bem que o erro não se repetiu agora.

A situação tornou-se ainda mais cômica com os slogans e propagandas que surgiram na época do lançamento. Posteriormente, a empresa percebeu o erro e passou a utilizar o nome Changan para tentar profissionalizar sua imagem no país. Inegavelmente, o caso da Chana permanece como o maior exemplo de falta de filtro cultural na história automotiva brasileira.

Quais outros carros com nome de genitália você se lembra? Conte nos comentários.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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