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Changan Uni-T expõe a verdade sobre o câmbio DCT e sua garantia

SUV chega ao Brasil com transmissão de dupla embreagem que amedronta o brasileiro

4 min de leitura

O Changan Uni-T finalmente chegou ao Brasil e já trouxe uma polêmica que muita gente conhece bem. O tal do câmbio de dupla embreagem. Sempre que aparece um carro com esse tipo de transmissão, muitas pessoas já torcem o nariz. Lembra do PowerShift e do DSG? E toda vez precisamos explicar que os fabricantes aprenderam. 

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Câmbio DCT é molhado e não segue a fama ruim

O Uni-T usa um câmbio de dupla embreagem de sete marchas, só que banhado a óleo. Isso muda o cenário por completo, pois diferente dos sistemas secos, que sofrem com calor e trânsito pesado, o sistema molhado usa óleo para reduzir atrito e controlar a temperatura.

Com isso, a durabilidade tende a ser maior e o funcionamento mais suave no dia a dia. No Brasil, isso é extremamente importante devido aos fatores do trânsito pesado, calor e o uso urbano, que são justamente o cenário onde câmbios secos costumam sofrer mais.

Problema é mais histórico do que técnico

Changan Uni-T estático
Changan Uni-T [Auto+/Luiz Forelli]

Hoje existe um preconceito claro com esse tipo de transmissão. Muito disso vem de problemas antigos, principalmente com o PowerShift da Ford, que deixou um histórico pesado no mercado. Só que nem todo DCT é igual!

Existem diferenças importantes entre sistemas secos e banhados a óleo, e isso muda praticamente tudo em termos de comportamento e confiabilidade. Mesmo assim, o julgamento ainda vem antes da explicação.

Changan Uni-T estático
Changan Uni-T [Auto+/Luiz Forelli]

As montadoras usam esse tipo de câmbio principalmente para aliar desempenho esportivo e eficiência, entregando trocas de marcha quase instantâneas que um automático convencional com conversor de torque dificilmente alcança. 

Ao ter uma marcha pré-engatada enquanto a outra está em uso, o sistema elimina a interrupção de torque, o que resulta em acelerações mais lineares e uma redução direta no consumo de combustível, já que há menos perda de energia mecânica. 

A garantia oficial

Changan Uni-T estático
Changan Uni-T [Auto+/Luiz Forelli]

Está rolando boatos na internet sobre a garantia do câmbio do Changan Uni-T que é pouco. Então, para tirar essa dúvida, o Auto+ analisou o manual de garantia do modelo. De acordo com o manual, a Changan oferece garantia total de 7 anos (84 meses) ou 150.000, para o carro.

Porém, existem exceções. Se o veículo for usado como uso comercial (Táxi, Frota ou Trabalho) a cobertura contratual é reduzida para 1 ano (12 meses) ou 150.000 km. Isso está descrito no manual. Além disso, há uma lista de itens com garantia reduzida, justamente por desgaste natural.

Algumas peças têm garantia menor

Garantia Changan Uni-T
Garantia Changan Uni-T [Reprodução]

O manual detalha vários componentes com prazos específicos, como os espelhos e vidros, por exemplo, têm três meses ou 5.000 km. A bateria de 12V tem 12 meses ou 20.000 km, enquanto as borrachas de vedação têm 24 meses ou 40.000 km. Já as velas de ignição ficam em 36 meses ou 30.000 km, enquanto o motor de partida chega a 60 meses ou 150.000 km.

E o câmbio, afinal?

O câmbio DCT simplesmente não aparece nessa lista de exceções. E por isso a garantia é igual à do carro. O próprio manual deixa claro que componentes não citados seguem a garantia básica do veículo. Ou seja, sete anos. Na prática, o câmbio tem a mesma cobertura do motor e do carro como um todo. O Uni-T vem equipado com motor 1.5 turbo flex, entregando 180 cv e 29,2 kgfm, custando R$ 169.990.

Você ainda tem receio de câmbio DCT ou já entende que nem todo sistema é igual? Deixe seu comentário!

11 comentários em “Changan Uni-T expõe a verdade sobre o câmbio DCT e sua garantia”

  1. Ricardo

    E o sistema de embreagens desse câmbio? Muitas vezes o problema é de desgaste da embreagem, que é considerado item de desgaste igual pneu, pastilha de freio e não é coberto pelo câmbio, mas para manutenção é necessário mexer no câmbio

    • Renato

      Quando contratam uma empresa para explicar uma coisa, algo de errado não está certo.. e esse negócio de “não estar escrito”, vai dar BO demais.

  2. Marcio

    Se fosse bom, a Honda a Toyota já teria trocado o famoso CVT que grita nas ultrapassagens. O Renault tem câmbio similar e já tem relato de problemas. Desavisados compram e espertos aguardam.
    Não compro, nem se pagar em dólar!!!

  3. Raimundo Freitas

    No Manual, a Garantia para a Transmissão, está escrito o tempo de 03 (três).

  4. Renato Monicy

    Este câmbio e purê shit. E changan ja produziu muita porcaria. O primeiro territóry era essencialmente péssimo.
    O segundo um pouco melhor

  5. Marlon Nunes Mendes

    Você devia falar que o mesmo manual deixa claro que a embreagem nao tem a mesma garantia do câmbio. A embreagem vai ter somente a garantia legal de 90 dias. Câmbio é uma coisa e embreagem é outra coisa. A Caoa Chery da 3 anos de garantia na embreagem.

  6. José Ricardo

    Receio algum no câmbio de dupla embreagem banhado a óleo. Esta reportagem é muito boa para mostrar isto, principalmente quanto a Garantia.
    Tem pessoas que ainda acham que carro chinês não presta…rs Para estas pessoas, carburador que é evolução rs.
    Parabéns pela reportagem.

  7. Eng° Mecânico Pedro Carlos da Fonseca

    Informações não significam que tudo está resolvido, somente o teste de campo ou seja quando uma quantidade significativa de veículos estiver rodando, pelos quatro cantos do Brasil e seus proprietários estiverem dando seus testemunhos, teremos uma referência, por enquanto torcemos para que realmente tenham acertado. Boa sorte

  8. ALEXANDRE CUNHA KRAUSE

    Não concordo com a reportagem que menciona que, no Brasil existe um ” pré conceito” dos câmbios com dupla embreagem.
    Não é pré conceito e sim realidade.
    Como mesmo a reportagem menciona os Power shift da Ford e outros, pq não desconfiar deste tbm já que, depois, o problema recai sobre o dono do carro

  9. Rodrigo

    Estava pensando em comprar um uni-,t mas já estou desanimando após esses comentários e essas restrições de garantia!

  10. ALEXANDRE

    Tenho um Tiggo7 Pro 2026 que tem esse câmbio DCT “molhado”. A CAOA bem que tentou reduzir a garantia da embreagem para 90 dias – mas, após intensas críticas, voltou atrás (para 3 anos). Estou dando ele de entrada em outro SUV com câmbio Aisin – o câmbio já está dando trancos quando engato a ré. Detalhe: o carro tem 5.000 km, estou tendo um enorme prejuízo. Não recomendo.

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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