Desde o lançamento do Renault Kardian no Brasil, a fabricante descreve o modelo como o grande marco de uma nova fase no país. A empresa enfatiza que o desenvolvimento ocorreu inteiramente em solo nacional. Entretanto, imagens vazadas comprovam que o projeto do Kardian é mais antigo do que parece e que, na realidade, ele nasceu como um Sandero.
A semelhança entre o Renault Kardian brasileiro e o Dacia Sandero europeu sempre saltou aos olhos. Afinal, as portas dos modelos são idênticas e toda a parte estrutural aparente segue o mesmo padrão. A base técnica é praticamente a mesma, embora a plataforma RGMP do Kardian possua modificações para suportar modelos maiores do que a CMF-B do Sandero.
O segredo revelado pelas imagens vazadas
Imagens vazadas pelo Cochespias provam que a Renault concebeu o Kardian originalmente para ser o Sandero russo. O lançamento ocorreria em 2022, ou seja, dois anos antes da estreia do modelo brasileiro. A prova da idade do projeto aparece nos flagras, que mostram o veículo ainda ostentando os logotipos antigos da Renault.

A ideia central era vender o carro como Renault Sandero na Rússia. Contudo, a crise no setor automotivo daquele país forçou a marca francesa a abrir mão de sua fábrica local, o que dizimou o desenvolvimento de novos modelos para o mercado russo. Para não desperdiçar o investimento, a operação brasileira aproveitou o projeto do novo Sandero e o rebatizou como Kardian.
Adaptações para o mercado brasileiro
Apesar da origem comum, a Renault fez modificações visuais específicas para o Kardian. A intenção era lançar o modelo como um SUV subcompacto e não como um hatch aventureiro, como ocorreria na Rússia. A grade frontal do modelo gringo é diferente, apresentando pontos horizontais em vez dos mini logotipos que vemos no carro brasileiro.

Ademais, a luz de neblina é maior e fica posicionada em uma altura superior. Na traseira, enquanto o Kardian usa as lanternas transparentes do SUV indiano Kiger, o Sandero russo utilizaria as peças da minivan Triber. O para-choque também exibia um desenho distinto, com uma área cinza mais generosa. Outra diferença marcante ficava por conta da placa, que o Kardian posiciona no para-choque, enquanto o projeto russo a mantinha na tampa do porta-malas.
Você acredita que a Renault deveria ter mantido o nome Sandero no Brasil ou a troca para Kardian foi uma decisão acertada? Conte nos comentários.



