Sabe aquele discurso das fabricantes de que concentrar tudo na tela é a vanguarda tecnológica? A Ferrari resolveu abrir o jogo e confirmar o que todo motorista já suspeitava há algum tempo. Trata-se de pura redução de custos disfarçada de modernidade para inflar as margens de lucro.
A fabricante revelou que os botões touch custam muito menos para produzir do que os comandos físicos tradicionais. Durante anos, a indústria defendeu que essas superfícies deixavam as cabines mais limpas e minimalistas. Entretanto, a realidade aponta que o fornecedor sai ganhando enquanto o usuário perde em ergonomia.
O lucro dos fornecedores e a insatisfação dos clientes
O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, afirmou em entrevista à revista Autocar Índia que “os botões touch são algo feito para a vantagem do fornecedor”. Em montadoras de grande volume, essa economia atinge cifras milionárias todos os anos. Contudo, esse tipo de corte de gastos não agradou os clientes da casa de Maranello.

A fabricante agora demonstra arrependimento e iniciou uma campanha para substituir o volante dos modelos 12Cilindri e Purosangue. Os proprietários incomodados com os comandos capacitivos podem realizar a troca pelo componente com botões físicos. Esta medida representa um reconhecimento de erro bastante raro na indústria de luxo.
Futuro com cliques reais e o SUV Luce
O novo componente traz de volta a sensação tátil que os compradores de superesportivos tanto valorizam. Além disso, o futuro SUV elétrico da marca, o Luce, já chegará ao mercado equipado com comandos físicos. O designer Jony Ive priorizou a funcionalidade real em vez da economia de escala nesse novo projeto.

A Ferrari parece ter entendido que luxo e economia de botões não habitam o mesmo ambiente. Essa mudança radical de postura pode forçar outras fabricantes premium a repensarem suas interfaces digitais. Afinal, a praticidade de um clique real ainda supera qualquer painel repleto de marcas de dedo.
Você concorda com a visão da Ferrari sobre os botões físicos? Conte nos comentários se prefere o clique tátil ou a suposta modernidade das telas touch.


