O Honda Fit sempre foi conhecido pelo visual estilo monovolume, com capô curto, vidro dianteiro bem inclinado e estilo que lembrava as minivans. Esse é e sempre foi o seu charme, desde seu lançamento em 2001. Mesmo sendo um carro global e praticamente igual no mundo inteiro, as regras dos EUA e Canadá, fizeram com que o Fit ficasse deformado por duas gerações.
Primeira geração do Honda Fit não durou muito tempo
Na terra dos SUVs gigantes e das caminhonetes com complexo de caminhão, o Fit demorou a aparecer. Culpa de os EUA serem avessos a carros compactos. Enquanto os japoneses já tinham contato com o modelo desde 2001 e os brasileiros desde 2004, o compacto só foi aparecer por lá em 2006 como modelo 2007, sendo descontinuado em 2008. Ou seja, foi um carro que durou cerca de dois anos.
Por conta da legislação norte-americana, o Honda Fit precisou mudar nos EUA e Canadá. Com isso, ele ganhou 17 cm a mais no comprimento, sendo boa parte dele feito por conta da dianteira e uma parte culpa do para-choque traseiro. É possível perceber a mudança no capô do Fit norte-americano, que é menos inclinado, deixando a frente bicuda e arruinando o perfil monovolume do hatch.


O para-choque dianteiro também é mais bojudo, fazendo com que, além de ter a frente mais longa, o Fit americano parecesse queixudo. Além disso, ele tinha desenho completamente diferente da variante internacional. Diferentemente do nosso Honda Fit, o dos estadunidenses tinha faróis na cor da carroceria, enquanto o nosso possuía lentes pretas ou cromadas, a depender da versão.
Nos EUA, a primeira geração do Honda Fit foi vendida somente em duas versões: Sem Nome e Sport. O modelo de entrada tinha calotas e um desenho mais simples, mas vinha bem completo. Já o Sport adicionava para-choques esportivos, aerofólio traseiro, saia lateral e interior com revestimento diferenciado.




Tanto o Fit Sem Nome quanto o Sport norte-americanos eram equipados com motor 1.5 quatro cilindros aspirado de 109 cv com opção de câmbio manual de cinco marchas ou automático tradicional de cinco marchas. O restante do mundo contava com câmbio CVT, mas a rejeição norte-americana a esse tipo de transmissão, fez a Honda mudar.
Segunda geração bicuda do Honda Fit
Se a primeira geração teve um certo delay no lançamento, a segunda geração do compacto japonês, que estreou globalmente em 2007, chegou aos EUA e Canadá no ano seguinte. Dessa vez, a deformação na carroceria do modelo se deu por conta de regras de segurança estabelecidas pelo Canada Motor Vehicle Safety Standards (CMVSS).

Como resultado, novamente o Fit americano era mais longo e bicudo, perdendo seu visual de minivan. O acréscimo de comprimento foi menor, contudo. Dessa vez ele era só 10 cm mais curto que a variante internacional que tivemos no Brasil. Contudo, o aumento foi mais equilibrado entre frente e traseira, dessa vez. Só que a solução de estilo da Honda fez ele parecer ainda mais deformado que o anterior.
Enquanto o Fit antigo tinha para-choque mais pontudo, nesse o visual era bem parecido com a versão internacional, o que evidenciava que o capô havia ficado reto demais. Como essa geração do Honda Fit tem frente ainda menor que o anterior e mais inclinada, isso ficou escancarado. O para-choque traseiro também foi aumentado para evitar batidas na traseira.


Seguindo o que era feito anteriormente, o Honda Fit americano era vendido nas versões Sem Nome e Sport. O motor era o mesmo 1.5 quatro cilindros, mas agora com 119 cv. O câmbio era manual de cinco marchas ou automático tradicional de cinco marchas. Ele recebeu uma pequena mudança visual em 2012, mas permaneceu bicudo.




Houve também uma versão 100% elétrica do Fit, que era oferecida somente na Califórnia com produção limitadíssima. Foram apenas 1.100 unidades. Mas nenhuma delas foi vendida, todas eram entregues no esquema de leasing e o Fit EV deveria ser devolvido ao final do contrato. A autonomia era de ridículos 132 km.


Na terceira geração, tudo voltou ao normal
A era do Fit deformado norte-americano acabou com a terceira geração. O hatch era vendido com 3,95 m de comprimento na Índia e no Japão por conta de regras que incentivam carros de menor porte, enquanto o resto do mundo recebia a variante de 4,10 m. Essa variante mais longa, inclusive, era a oferecida no Brasil. Dessa vez o comprimento extra se dava apenas por conta dos para-choques. Ou seja, nada de capô extra-longo.
O Fit brasileiro e o americano contavam com a parte inferior mais bojuda e quadrada, enquanto o japonês e indiano tinham a frente mais arredondada. Com isso, o para-choque ficava praticamente colado aos faróis. O comprimento extra também se deu por conta do para-choque traseiro expandido para evitar amassados – mas somente pós reestilização aqui no Brasil, enquanto nos EUA ele já começou a carreira com o para-choque traseiro maior.

Você já conhecia o Honda Fit deformado dos EUA? Conte nos comentários.



Pelo menos o Fit americano não deve ter a "Maldição da Traseira do Fit" que, só de olhar, amassa… kkkkkkkk
Concordo que o design ficou estranho, mas a última reestilizacao do Fit vendido no Brasil passou por essa mudança de para-choque traseiro justamente para conter o histórico de traseiras amassadas de todas as gerações do Fit.
Independentemente disso, o Fit foi um dos carros mais versáteis e inteligentes vendidos no Brasil.
Pena que não o temos mais.
O fim do Fit marcou o início do "fim" da Honda no Brasil!
Realmente é uma pena, ja tive um 2006 e agora 2014, não quebra, silencioso, espaçoso, e faz 10 km/l na cidade no cambio automático e na estrada 15kmL na gasolina…
Moro nos EUA, tenho um Honda Fiat 2007, com 235 km, há 3 anos. Adoro este carro. Porém não entendi em qual geração e tamanho ele está enquadrado Parabéns pela reportagem.
Ficou com aspecto positivo e mais esportivado