Não são apenas os consumidores e famílias que aderiram à moda dos SUVs no Brasil. Nos últimos anos, Polícias Civil, Militar, Rodoviária e Federal também passaram a adotar esses modelos como viaturas, seja pela posição de dirigir mais alta, pelo conforto em turnos longos ou pela robustez para passar por terrenos difíceis.
Além dos utilitários maiores e tradicionais, os chamados SUVs urbanos ganharam espaço nas frotas estaduais, sobretudo nas capitais. O Auto+ selecionou cinco SUVs que hoje fazem parte do dia a dia das corporações brasileiras.
Toyota Corolla Cross

O Toyota Corolla Cross virou destaque nos últimos anos na frota da Polícia Militar de São Paulo, mais especificamente em 2024, quando 63 unidades foram entregues para reforçar o patrulhamento. Desde então, é provável que outras viaturas já estejam espalhadas pelas ruas da capital.
As versões utilizadas são baseadas na configuração XR com motor 2.0 aspirado flex, que rende 169/177 cv e 21,4 kgfm, sempre com câmbio CVT que simula dez marchas. Embora a fábrica não divulgue seu 0 a 100 km/h, ele é feito na casa dos 10 segundos.

Por isso, na prática, nem todos os policiais ficaram satisfeitos com o desempenho. O Auto+ já apurou com um agente que comentou que o SUV é mais contido em arrancadas e retomadas do que viaturas como o Chevrolet Spin, o que pesa em situações de perseguição.
Por outro lado, a corporação destacou os assistentes de condução do pacote Toyota Safety Sense, que oferece frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo e assistente de permanência em faixa.
Renault Duster

Se existe um SUV realmente onipresente nas polícias brasileiras, esse modelo é o Renault Duster. Ele aparece em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e em outros estados, sempre como opção de patrulhamento ostensivo.
A maior parte das unidades utiliza o motor 1.6 aspirado de 118/120 cv e 16,2 kgfm, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas ou ao CVT, que simula seis. Nessa configuração, cumpre o básico e faz de 0 a 100 km/h em cerca de 12 segundos.

Em São Paulo, no entanto, já surgiram lotes com o motor 1.3 turbo, desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz, que entrega 162/170 cv e 27,5 kgfm, sempre com câmbio CVT de oito marchas simuladas. Aqui, o 0 a 100 km/h cai para 9,2 segundos.
No Rio de Janeiro, muitas unidades recebem semi blindagem para enfrentar o cenário de criminalidade local, enquanto em Minas Gerais um lote recente de 123 viaturas estreou nova identidade visual. A altura alta do solo e o ótimo ângulo de ataque também fazem jus às perseguições.
Chevrolet Trailblazer

Quando a missão exige robustez extrema, entra em cena o Chevrolet Trailblazer. Com carroceria sobre chassi, tração 4×4 e quase cinco metros, ele virou referência para operações especiais e patrulhamento rodoviário.
A versão traz o motor 2.8 turbodiesel de 200 cv e 51 kgfm, ligado ao câmbio automático de seis marchas, capaz de levar o SUV de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos. Em atualizações mais recentes, o propulsor passou a entregar 207 cv e 52 kgfm com nova transmissão automática de oito velocidades, embora a maioria dos modelos sejam as mais antigas.

A Polícia Rodoviária Federal é a principal usuária e chegou a apresentar o projeto Venom, uma viatura tática baseada no modelo 2025, com o objetivo em interceptações de alta velocidade. Em São Paulo, a Trailblazer serve como viatura de tropas de elite como ROTA, BAEP e COE, muitas vezes com blindagem capaz de resistir a disparos de fuzil.
O porte avantajado, a durabilidade e a capacidade de encarar terra, lama e canteiros justificam o apelido de tanque de guerra por muitos oficiais das corporações.
Hyundai Creta

Entre os SUVs compactos também está o Hyundai Creta, que ganhou espaço principalmente na Polícia Militar de São Paulo. O modelo utilizado é o anterior ao facelift, equipado com motor 1.0 turbo flex de 120 cv e 17,5 kgfm, sempre com câmbio automático de seis marchas, e 0 a 100 km/h em 11,5 segundos.
O torque máximo surge cedo, a partir de rotações mais baixas, o que ajuda em saídas rápidas no trânsito urbano. Outro ponto que pesa é o pacote Hyundai SmartSense, com frenagem autônoma e assistente de permanência em faixa, além do conforto interno que reduz o desgaste físico dos policiais em longos turnos.
Mitsubishi Pajero Dakar

Fechando a lista, um veterano é o famoso Mitsubishi Pajero Dakar 2012, que segue em operação, sobretudo, na Polícia Federal, onde virou quase um símbolo institucional.
Equipado com motor 3.2 turbodiesel de 165 cv e 38,1 kgfm, acoplado ao câmbio automático de quatro marchas, acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 14 segundos. Não é rápido, mas compensa pela robustez.

Com chassi de longarina, tração 4×4 com reduzida e mecânica conhecida nas oficinas da corporação, o Dakar aguenta uso severo praticamente ininterrupto.
Ele ainda atua no transporte de custodiados, apoio logístico e operações em regiões de fronteira, onde SUVs urbanos ficariam pelo caminho. A presença do modelo em aeroportos e grandes operações marcou época, especialmente na fase mais intensa de investigações federais.
E você, qual dessas viaturas acredita que entrega o melhor equilíbrio para o Estado? Deixe seu comentário!





Aqui no Rio de Janeiro, a PMERJ usa a Fiat TITANO como canburão tambem. Na primeira vez que vi na rua, demmorei pra identificar que carro era, por causa da caçamba fechada.