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Honda Fit é igual coração de mãe e sempre cabe mais um

Modelo marcante para a história da Honda no Brasil e no mundo, o Fit marcou gerações e sempre levava mais coisa do que o necessário
Honda Fit 2015
Honda Fit 2015 [Divulgação]
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Uma mistura de hatch compacto com minivan. Essa era a premissa do Honda Fit. Um carro simpático, carismático e que tinha espaço de sobra, mesmo medindo menos de 4,50 m de comprimento. Muito querido pelos brasileiros, o modelo viveu mais de 15 anos, se apoiava no amplo espaço interno e na confiabilidade da marca e teve uma história pra lá de animada. Reviva um pouco de sua história e boa leitura.

A primeira vez que o mundo teve contato com o Fit foi em 2001. Com apenas 3,85 m de comprimento, o modelo chamava atenção por seu estilo diferente dos hatches compactos comuns. Ele chegou ao Brasil em abril de 2003 e desde então criou sua legião de fãs. Ele é tão icônico para sua montadora que é o segundo Honda a ser produzido em Sumaré, no interior de São Paulo. Desde 1997 o sedã médio Civic vivia sozinho, mas a partir dos anos 2000, o Fit chegou para lhe fazer companhia.

Uma das coisas que mais chama a atenção no Honda Fit é seu amplo espaço interno. Mesmo com menos de 4 m de comprimento, o hatch consegue carregar o que o dono precisar. Seus bancos traseiros modulares apelidados de ULT o ajudaram a construir a fama de ser um carro pequeno, mas que cabe de um tudo. Vasos de plantas, malas de viagem, sacolas de compras, pranchas de surfe e até bicicletas entravam com facilidade no modelo. Seu entre-eixos de 2,45 m trazia um pouco de conforto durante os trajetos.

Fit
Honda Fit [Divulgação]

Segunda geração só deixou o nome igual

Nessa época de lançamento, o Fit chegou ao Brasil com duas versões, a LX ou LXL. Ele tinha o inédito motor 1.4 de 80 cv movido apenas a gasolina e podia ter câmbio manual de 5 marchas ou automático do tipo CVT. Aliás, este câmbio foi um dos seus principais chamarizes para uma época tão remota de tecnologia. Em 2004, chegou o Fit equipado com o motor 1.5 VTEC. Esse rendia 105 cv, podia ser manual ou automático e seu nome na tampa do porta-malas tinha o “i” com a bolinha azul.

O projeto do Fit tinha um grande diferencial de trazer o tanque de combustível em uma posição central. Esses reservatórios ficavam embaixo dos bancos dianteiros, o que dava maior espaço na cabine para os ocupantes. Tanto o City quanto o HR-V também aderiram ao projeto inovador. Somente em 2007 é que o Honda Fit ganha o conjunto 1.4 flex.

Fit
Honda Fit [Divulgação]
Quase no fim de 2008, a montadora japonesa apresentou aos brasileiros o New Fit. A segunda geração do monovolume era 5 cm maior do que a primeira geração, tinha mais tecnologia embarcada, acabamento melhorado e mais equipamentos de série. Foi com o New Fit que o modelo abandonou momentaneamente o câmbio CVT e aderiu ao automático comum de 5 marchas. A ampla área envidraçada e o desenho mais oval eram seus destaques.

Tudo ia bem, o modelo sempre tinha números competitivos de vendas para sua categoria. Em 2012, a segunda geração recebe uma reestilização. Aqui, o New Fit ganhou novos faróis, nova grade, para-choques com novos desenhos e pequenas melhorias mecânicas. Até este momento, seu portfólio era composto pelas versões LX, LXL, EX, EXL e a recém-chegada DX. No ano seguinte, somente os brasileiros ganharam o famoso Fit Twist. Uma versão desenvolvida exclusivamente para nós e que tinha o apelo aventureiro.

Terceira geração chega e nada de despedidas

No final de 2013, a marca apresentou mundialmente a terceira geração do modelo. Maior do que as gerações anteriores, o Fit ganhou uma carroceria mais alta, linhas mais futuristas para a época, volta do câmbio CVT, fim do uso do motor 1.4 e outros destaques. Foi com essa geração que os bancos modulares ULT ganharam uma nova função e podiam virar camas. Desde o New Fit, uma das regalias do monovolume era ter um porta-copos localizado na frente da saída do ar-condicionado. Afinal de contas, a Honda queria que o dono tomasse sua bebidinha refrescada.

Para a linha 2018, o Honda Fit ganhou sua última reestilização. Ela ficou marcada por trazer para-choques mais salientes e evitar aqueles amassados indesejados e outras novidades. O monovolume vendia bem, todavia não como antes. Em novembro de 2021,  a marca anunciou seu fim de produção de forma abrupta. A decisão foi para atender às novas normas de emissões de poluentes. Desde então, o Fit segue descansando por aqui, já que o City hatch o substituiu. Lá fora até tem a quarta geração, mas ele ficou caro demais para nós e a marca não quis trazê-la.

Tem alguma história com o Fit? Já teve ou andou em um? Conte nos comentários

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Sobre o autor

Felipe Yamauchi

4 Comentários

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  • Eu tenho um modelo 2018, pense em um carro que aguenta o tranco, vou acampar com ele e mesmo sendo extremamente baixo e raspando demais nas estradas de terra, o baixinho aguenta o trajeto e nos permite levar tudo o que precisamos. Sinto-me um pouco órfão, quero trocar de carro mas o mercado não oferece uma opção de categoria semelhante, ao menos não encontrei algo assim, tão família e ao mesmo tempo compacto

  • Tenho um 2007, estou com ele desde 2014, já rodamos 150 mil km, vários estados conhecidos, Brasília, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, praias, montanhas, muitas alegrias, nunca ficamos na mão, o carro é um tratorzinho e também um fogete, sou apaixonado por ele.

  • Eu tenho um Fit Twister 2012/2013, azul. E eu amo esse carro. Pena q a versão Twister não tem nos modelos mais novos q o meu. Já fui a muitos lugares com ele.

  • Tenho um 2005 desde 2017 amo demais não vendo e nem troco,já rodei praticamente todo o estado do Pará com ele.meu vai na fé carinhosamente chamado

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