A Moto Morini prepara um movimento calculado para entrar no cada vez mais disputado segmento das motos retrô de baixa cilindrada, e o faz resgatando um nome que carrega peso histórico: 3½ Sport. Lançada originalmente em 1974, a clássica 3½ ajudou a consolidar a reputação da marca nas décadas seguintes, combinando design italiano, leveza e um V-twin compacto que se tornou quase um manifesto da época.
Agora, mais de 50 anos depois, o nome renasce em um projeto pensado para dialogar com o motociclista moderno, aquele que busca estilo vintage, desempenho amigável e tecnologia discreta, mas presente.
O novo modelo é um roadster naked movido por um V-twin de 350,3 cm³, uma arquitetura cada vez mais rara entre motos pequenas e que deve ajudar a 3½ Sport a se diferenciar num mercado dominado por monocilíndricos e motores em linha. A proposta é de condução acessível e visual clássico, sem abrir mão de algum grau de exclusividade mecânica, algo que costuma atrair um público apaixonado por tradição .

Desde que foi adquirida pelo grupo chinês Zhongneng Vehicle em 2018, a Moto Morini vem ampliando portfólio e presença global com uma estratégia de expansão ousada, porém coerente. Os modelos de média cilindrada equipados com bicilíndricos paralelos de origem Kawasaki ajudaram a recolocar a marca no mapa, mas o plano já avançou um passo além.
No EICMA, em Milão, a empresa mostrou um catálogo que vai de pequenas trails urbanas a aventureiras de 1200 cm³, passando ainda pela Corsaro Sport, uma esportiva totalmente carenada com V-twin de 749 cm³ a 90 graus que promete reviver a veia mais visceral do fabricante.


Tecnologia de moto atual
Para a nova 3½ Sport, os números são honestos e coerentes com a proposta: 32,2 cv a 8500 rpm e 3,05 kgfm a 5500 rpm, desempenho que conversa diretamente com o público habilitado na categoria A2 europeia e coloca o modelo na mesma esfera de rivais como a BSA Bantam 350.
A ergonomia permite escolha entre guidão reto tradicional ou uma opção mais baixa e esportiva, enquanto as pedaleiras, posicionadas de forma mais relaxada, deixam claro o foco em conforto no dia a dia e em trajetos casuais.




O pacote ciclístico aposta em simplicidade bem acertada: garfo invertido de 37 mm com 130 mm de curso na dianteira, monoamortecedor traseiro com 120 mm e ajuste de pré-carga, rodas de 17 polegadas com pneus 110/70 e 150/60. Nada extravagante, mas suficiente para entregar estabilidade honesta e aquele comportamento previsível que o consumidor de motos retrôs costuma valorizar.
Com lançamento global previsto para 2026, a 3½ Sport ainda não tem confirmação de chegada ao Brasil. A marca iniciou recentemente operação local com foco em outras motorização e gamas, e a introdução de uma retrô de baixa cilindrada dependerá da estratégia de posicionamento e, claro, da análise de viabilidade frente aos concorrentes diretos que já ocupam esse nicho.
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