Ao longo das décadas da história da indústria automotiva, alguns carros foram além de lançamentos e significaram grandes pontos de ruptura dentro de suas marcas. Seja por soluções de design pouco convencionais, novas abordagens ou técnicas de engenharia ou pela forma como redefiniram o posicionamento do fabricante.
Selecionamos cinco carros, que desafiaram padrões e abriram caminhos inéditos. Cada um à sua maneira, eles romperam paradigmas e marcaram uma virada conceitual dentro de suas respectivas marcas.
Peugeot 1007

Em uma época em que a Peugeot investia em hatches tradicionais, o 1007 surgiu como um compacto urbano fora da curva, lançado em 2004. O grande destaque estava nas portas dianteiras deslizantes, solução incomum para o segmento, em uma carroceria de 3,70 m de comprimento.
Essa proposta facilitava a entrada e a saída do habitáculo, além de proporcionar uma posição de dirigir elevada. O modelo também chamava atenção pelo desenho tipicamente conceitual, com aparência de protótipo recém-saído das pranchetas para as ruas. Uma aposta da marca do leão tão revolucionária quanto a da Fiat com o primeiro Multipla.
Honda Insight

As rupturas do Honda Insight começam pelo sistema híbrido e se estendem ao design da carroceria de duas portas, com rodas parcialmente cobertas. Com amplo uso de alumínio na construção, cada linha foi projetada para reduzir o arrasto aerodinâmico.
Lançado em 1999, o Insight foi o primeiro automóvel híbrido da Honda a ser comercializado nos Estados Unidos, posicionando-se como rival direto do Toyota Prius.
Nissan Figaro

O ponto de ruptura do Nissan Figaro não estava em uma revolução técnica, mas na proposta estética e emocional. Apresentado em 1989 e lançado em 1990, o modelo apostava em uma forte dose de nostalgia. Derivado do Micra, utilizava motor 1.0 turbo de quatro cilindros associado ao câmbio automático.
O charme das cerca de 20.000 unidades produzidas em série limitada estava no visual retrô e na capota de lona conversível, permitindo dirigir com os cabelos ao vento, em clara inspiração nos modelos europeus das décadas de 1950 e 1960, em conceito semelhante ao adotado mais tarde pelo Fiat 500C.
Renault Twingo

Muito antes do Vel Satis, lançado em 2001, a Renault já havia provocado uma ruptura significativa com a apresentação do primeiro Twingo, em outubro de 1992. O carro representou um marco tanto dentro da própria marca quanto no cenário global.
Com um design simpático e atemporal, o Twingo apostava na simplicidade sem abrir mão da forma e da função. Tornou-se símbolo da filosofia de que menos é mais, com destaque para a maximização do espaço interno em dimensões externas compactas.
Lexus LS 400

O Lexus LS 400 nasceu como um ponto zero para a marca, sendo lançado em 1989 para enfrentar diretamente Mercedes-Benz Classe S e BMW Série 7. Silêncio a bordo e maciez de rodagem eram os principais pilares do sedã da recém-criada divisão de luxo da Toyota.
Sob o capô, o motor V8 4.0 (1UZ-FE) se destacava pelo funcionamento extremamente suave e pela durabilidade, consolidando-se como um dos propulsores de oito cilindros mais confiáveis da história da indústria. Além disso, o LS 400 chegava ao mercado com preço mais competitivo em relação aos rivais alemães, redefinindo expectativas no segmento de luxo.
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