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Levaria para casa?

5 pontos que convence comprar o Chevrolet Captiva EV e onde ele fica devendo

SUV elétrico da Chevrolet chega ao Brasil com nome forte, boa rede e pacote completo, mas enfrenta rivais competitivos 

5 min de leitura

O Chevrolet Captiva EV começa a aparecer nas lojas brasileiras agora, depois de ter sido confirmado pela marca em meados de 2025. Ainda é raro vê-lo nas lojas, mas ele já está oficialmente à venda como parte da nova ofensiva eletrificada da Chevrolet no Brasil. Mas quais são os atrativos desse SUV médio elétrico e como ele se sai contra os rivais? É isso que o Auto+ vai mostrar.

O modelo nasceu de uma parceria global com a Wuling SAIC, usando como base o Wuling Starlight S, estratégia que permite à empresa norte-americana acelerar sua entrada no mercado de elétricos sem precisar desenvolver um carro do zero.

Para dar mais força ao produto, a General Motors decidiu resgatar o nome Captiva, conhecido do público brasileiro entre 2008 e 2017. O objetivo é consolidar o nome já conhecido no meio de diversos SUVs eletrificados que chegaram nos últimos meses no Brasil, muitos deles de marcas chinesas.

Chevrolet Captiva EV [divulgação]
Chevrolet Captiva EV [Divulgação]

Com preço de R$ 219.990, ele fica acima do MG S5 Comfort de R$ 195.800 e do Geely EX5 Pro de R$ 205.800, empata praticamente com o MG S5 Luxury de R$ 219.800, e fica abaixo apenas da versão Max do EX5 de R$ 225.800. Além disso, também custa mais que o Leapmotor B10, oferecido por R$ 204.990. 

Rede Chevrolet e produção nacional 

Chevrolet Captiva EV cinza parado de lateral
Chevrolet Captiva EV [Auto+ / João Brigato]

Não dá para falar de Chevrolet sem mencionar sua ampla rede de concessionárias no Brasil. Esse é, talvez, o maior trunfo do Captiva EV frente às marcas mais novas. A capilaridade da rede facilita manutenção, suporte técnico e atendimento, algo que ainda pesa bastante na decisão de compra de um carro elétrico.

Outro ponto importante é que o Captiva EV será montado no complexo da PACE, no Ceará. Mesmo sendo um projeto de origem chinesa, a montagem local ajuda na logística, na reposição de peças e na percepção de confiabilidade para o consumidor brasileiro.

Espaço interno agrada, mas o porta-malas…

Chevrolet Captiva EV cinza parado de traseira
Chevrolet Captiva EV [Auto+ / João Brigato]

O Captiva EV tem um bom espaço interno e isso aparece logo nos números. São 2,80 metros de entre-eixos, um dos maiores da categoria. Ele supera o MG S5, com 2,73 m, e o Geely EX5, com 2,75 m, ficando atrás apenas do Leapmotor C10, que tem 2,82 m.

Esse bom aproveitamento acontece devido a arquitetura elétrica, com a bateria posicionada no assoalho, o que libera espaço para a cabine. Para quem vai no banco traseiro, o conforto é um ponto positivo, pois há bastante espaço. Um ponto que poderia ser melhor é o porta-malas. 

São 403 litros de capacidade, número inferior ao dos rivais, que variam entre 453 e 465 litros. Para efeito de comparação, ele leva menos bagagem até que um Jeep Compass, que oferece 410 litros. Para famílias, esse detalhe pesa.

Desempenho ok, recarga competitiva e autonomia

Chevrolet Captiva PHEV cinza visto de lado
Chevrolet Captiva PHEV [Divulgação]

O Captiva EV usa uma bateria de 60 kWh e entrega 201 cv de potência com 31,6 kgfm de torque. Segundo o fabricante, o 0 a 100 km/h acontece em 9,9 segundos. É um desempenho bom para um SUV médio elétrico, com respostas rápidas no uso de cidade, mas ele é o mais lento entre seus concorrentes diretos.

Onde ele se destaca é na recarga. Em corrente contínua, aceita até 120 kW, número superior ao B10 e o EX5 , que ficam 84 e 100 kW respectivamente. Só o MGS5 que  chega a 150 kW. Na prática, isso significa menos tempo parado em eletropostos rápidos.

Já a autonomia é um ponto fraco. Pelo padrão do Inmetro, o Chevrolet Captiva EV percorre até 304 km com uma carga. É menos que os 351 km do MGS5, os 349 km do EX5 Max e os 338 km do Leapmotor C10. Para um SUV elétrico nessa faixa, esse número limita o apelo para quem quer fazer viagens.

Tecnologia e conforto

Chevrolet Captiva EV [divulgação]
Chevrolet Captiva EV [Divulgação]

Em tecnologia e conforto, o Captiva EV agrada. A cabine tem central multimídia de 15,6 polegadas e 8,8” do painel de instrumentos, além do  bom nível de acabamento, com materiais macios no painel e nas portas. Os bancos são confortáveis e o ambiente passa sensação de carro bem resolvido.

A lista de conveniência oferece chave presencial, acionamento remoto do motor, ar-condicionado automático de uma zona, freio de estacionamento eletrônico com auto hold, teto solar e porta-malas com abertura elétrica. É um pacote coerente com a proposta, mas os rivais também oferecem pacotes bem semelhantes. 

Segurança, mas sem exclusividade

Interior com telas ligadas do Chevrolet Captiva PHEV
Interior do Chevrolet Captiva PHEV [Divulgação]

O Captiva EV também é bem servido em segurança. Ele traz airbags frontais, laterais e de cortina, controle de tração e estabilidade, câmera 360, assistente de partida em rampa e faróis full LED. 

No pacote de assistências, há piloto automático adaptativo com assistente de faixa e centralização, frenagem automática de emergência, alerta de colisão, frenagem automática em manobras de ré, assistente de farol alto e até sistema de estacionamento semiautônomo. A questão é que os rivais diretos também oferecem pacotes semelhantes.

E qual é o resumo?

Chevrolet Captiva EV [divulgação]
Chevrolet Captiva EV [Divulgação]

No fim, olhando todos os critérios somente da ficha técnica, o Chevrolet Captiva EV pode seduzir uma parcela dos consumidores. Ele tem nome forte, boa rede, cabine confortável e pacote completo. O problema é que, olhando os concorrentes, ele desliza em pontos chaves para um SUV elétrico: a autonomia e porta-malas. Isso, em um mercado cada vez mais competitivo, pode interferir na decisão de compra.

Acha que o peso do nome Chevrolet e da rede compensa os números mais tímidos frente aos rivais? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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