A guerra entre o Irã e os Estados Unidos ainda não acabou e isso já está prejudicando o mundo todo, incluindo o Brasil. Agora, cidades localizadas no Rio Grande do Sul decretaram situação de emergência por não terem mais combustível nos postos de abastecimento. A ANP e outros órgãos já se posicionaram sobre essa situação.
Mais detalhes
Os municípios de Formigueiro e Tupanciretã, ambos no interior de Porto Alegre, publicaram decretos estarrecedores entre os dias 17 e 19 de março. Para se ter ideia da situação, a prefeitura de Formigueiro pontuou que a falta de combustíveis vai atrasar o escoamento da safra e a perda da colheita. Hoje, a cidade é reconhecida na região pelo alto índice de agricultura.
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) fez um levantamento e revelou que cerca de 142 prefeituras da região enfrentam falta de combustível. A pesquisa foi revelada dia 19 de março e o número alcançado representa 45% das 315 prefeituras consultadas. E o combustível que mais falta é o diesel.

Segundo Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs e prefeita de Nonoai (município de Rio Grande do Sul), os prefeitos temem que se o desabastecimento se agravar, setores como transporte escolar e de pacientes para outras cidades serão afetados. Ela ainda comentou que levará essa pesquisa para o governador do Sul em busca de alternativas para sanar este problema.
A fim de atender a população local como pode, o transporte de pacientes e os demais serviços da área da saúde são as prioridades neste momento. Por isso, tanto obras quanto outras atividades em regiões interioranas do Sul seguem suspensas.
Por outro lado…
A Quatro Rodas consultou a Agência Nacional do Petróleo, ANP, para entender melhor essa situação. Em resposta, o órgão contou que está monitorando criteriosamente essa situação e mantém conversas com o governo. A agência conversou com distribuidoras do Rio Grande do Sul e foi informada que as entregas de combustível como diesel estão avançando.
Por causa da logística, o abastecimento de combustíveis nas regiões interioranas do Sul estão previstas para acontecer ao longo desta semana. O Ministério de Minas e Energia também foi procurado. Em nota, o órgão revelou que o abastecimento nacional de combustível está regular, sendo monitorado continuamente pelo Governo Federal e equipes competentes.

Com o intuito de mitigar efeito de possíveis reajustes no preço final dos combustíveis, o governo brasileiro reduziu para zero o PIS e Cofins e a subvenção de R$ 0,32 por litro. Com isso, pode haver decréscimo de até R$ 0,64 por litro no preço cobrado da clientela, dependendo do mercado. O Ministério ainda comenta que essas medidas deverão ser sentidas pelos sulistas de forma gradual.
Por fim, a Quatro Rodas procurou o governo do Rio Grande do Sul para esclarecer mais dessa história, mas não obteve a resposta. Vale lembrar que boa parte do petróleo destinado ao Brasil passa pelo Estreito de Ormuz e com o conflito ocorrendo próximo, o transporte acabou sendo duramente afetado. Dessa forma, o abastecimento brasileiro e de outros mercados foi atingido.

Governo está de olho
Outro ponto importante é que o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil criou uma força tarefa a fim de fiscalizar distribuidoras e postos de combustível em relação à práticas abusivas ao consumidor. A Secretaria Nacional do Consumidor, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a Polícia Federal já fiscalizaram postos de combustível em todo o país.
A preocupação se dá principalmente por acréscimo indevido no preço dos combustíveis, já que a Petrobras não promoveu nenhum aumento no valor da cobrança repassado para suas distribuidoras. 36 autos de infração, interdições por diversas irregularidades e multa estão entre as medidas tomadas.

Está de olho na repercussão da guerra? Já enfrentou problema com falta de combustível recentemente? Conte nos comentários


