No ano passado, tivemos a oportunidade de avaliar o Ford Everest na Patagônia argentina. Com boas aptidões e qualidades, o utilitário esportivo se mostraria uma alternativa interessante para aquecer a disputa entre Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer.
Sem confirmação para o nosso mercado, Martín Galdeano, presidente da Ford América do Sul, comentou em entrevista ao site Argentina Autoblog que o SUV derivado da Ranger não será fabricado no país vizinho devido à elevada carga tributária.
Havia planos e especulações de que o Ford Everest fosse produzido na fábrica de General Pacheco, fomentando uma produção voltada à exportação e que aproveitasse os componentes da Ranger. Dessa forma, o utilitário esportivo seguirá sendo importado da Tailândia para a Argentina, sem os benefícios fiscais do comércio bilateral do Mercosul, segundo informações publicadas pela Quatro Rodas.

Trata-se de uma decisão estratégica com foco financeiro. De acordo com o executivo, veículos exportados a partir da Argentina enfrentam uma carga tributária entre 12% e 15%. O Brasil exporta para a Argentina com cerca de 3% de impostos, enquanto México e Tailândia operam em uma faixa entre 12% e 15%.
“Foram os impostos que mataram o projeto do Everest na Argentina. Afinal, com esse nível de imposto, o projeto se torna inviável”, afirmou. Segundo Galdeano, os custos vêm de tributos fiscais e taxas municipais, que se acumulam ao longo de toda a cadeia, desde os fornecedores até a saída do veículo da fábrica.

Ford Everest: entre impostos e vinda para o Brasil
O executivo ainda acrescentou que não se surpreenderia caso fábricas de automóveis fechassem na Argentina. Ainda assim, a Ford afirma estar empenhada em proteger os investimentos em Pacheco, que receberá a produção da Ranger Cabine Simples, Chassi e da inédita variante PHEV (híbrida plug-in), além da configuração Tremor.
Com essa decisão, o Ford Everest continuará chegando à Argentina a partir da Ásia, em lotes limitados, posicionado como um produto premium acima da Ranger. O SUV utiliza construção sobre chassi com longarinas da atual geração da Ranger. E no mercado argentino, custa 92.368.500 pesos argentinos, o que equivale a aproximadamente R$ 343.081 em conversão direta, sem impostos e taxas.



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