Depois de um longo período focada em SUVs, picapes e no Mustang, a Ford planeja um retorno aos carros mais baratos. Ou talvez devêssemos dizer menos caros, considerando a atual realidade econômica. Com o valor médio de seus veículos começando na casa dos 50 mil dólares nos EUA, o que equivale a aproximadamente R$ 260 mil, a marca do oval azul agora deseja reconquistar o público que busca opções abaixo da faixa de R$ 200 mil, inclusive no Brasil.
Durante o NADA Show nos Estados Unidos, executivos da Ford confirmaram ao portal Automotive News que a marca trabalha no desenvolvimento de cinco novos veículos que custarão menos de 40 mil dólares. A estratégia visa oferecer produtos que não pertençam obrigatoriamente aos segmentos de SUVs e picapes. Isso ocorre principalmente porque o mercado desses utilitários demonstra sinais claros de saturação.
O vácuo de preços da Ford no Brasil e nos Estados Unidos
Atualmente, o veículo mais acessível da Ford em solo norte-americano é a Maverick XL, comercializada por 28.145 dólares, valor que equivale a cerca de R$ 146 mil em conversão direta. Por outro lado, no cenário brasileiro, os modelos Territory Titanium e Maverick Lariat Black dividem o posto de entrada na marca. Ambos custam R$ 219.900, evidenciando que a Ford não tem um carro barato no país há muito tempo.

O possível retorno de Ka, Fiesta, Focus e Fusion
Com a implementação dos novos planos globais, a fabricante pretende introduzir cinco novos modelos em seu portfólio. Ao analisarmos o histórico da empresa, notamos quatro nomes de peso que podem ressurgir para preencher essa lacuna: Ka, Fiesta, Focus e Fusion (ou Mondeo, como era chamado na Europa). Além desses veteranos, o quinto projeto deve ser uma caminhonete elétrica inédita, possivelmente baseada na plataforma da Ranger ou da Maverick.
Nesse contexto, especialistas do setor veem o retorno dos hatches compactos como uma necessidade antiga. Os consumidores europeus, por exemplo, sentiram falta de nomes como Fiesta e Focus ao serem empurrados para o SUV Puma, que definitivamente não entrega a mesma dinâmica de condução. Nesse sentido, existe a possibilidade de a Ford seguir os passos da Renault e fazer um modelo só para suprir a falta de Fiesta e Focus. A francesa elevou o padrão do Clio para cumprir o papel dele e do Mégane, que virou um SUV elétrico.

Sedãs e o futuro do catálogo da Ford
Além disso, a provável volta do Fusion e do Mondeo tenta suprir uma carência significativa no mercado de sedãs grandes, especialmente nos Estados Unidos. Muitos clientes que ficaram órfãos do Fusion após sua aposentadoria acabaram migrando para o SUV Escape. No entanto, o Escape acabou de estar na fila do INSS. Adicionalmente, a marca cogita o retorno do EcoSport com uma proposta global, funcionando quase como um mini Bronco Sport para os centros urbanos.
Diante dessa mudança de estratégia, você voltaria a investir em um carro de passeio convencional da Ford ou prefere a atual linha de SUVs e picapes da marca? Conte sua opinião nos comentários.


