O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) prepara um novo cerco contra o excesso de tecnologia na cabine dos carros elétricos. As autoridades locais, aliás, analisam proibir telas flexíveis e dobráveis nas cabines, além de apertarem a fiscalização sobre o impacto dos multimídias na distração dos condutores.
A tecnologia de displays dobráveis já está pronta para produção em massa na Ásia. No entanto, a nova cartada regulatória quer frear a corrida por perfumarias digitais. A iniciativa segue a recente proibição das maçanetas retráteis e dos estudos para impor a obrigatoriedade de botões físicos em comandos essenciais.

Prova de fogo para telas
A proposta exige que órgãos reguladores submetam telas de infoentretenimento, displays e HUD (Head-Up Displays) a testes rigorosos antes da homologação comercial. As autoridades, sobretudo, vão avaliar desde o nível de distração visual até o comportamento dos componentes eletrônicos em acidentes. Além disso, a resistência sob temperaturas extremas também será avaliada.
Na prática, qualquer tela considerada grande demais, que cause distração ou vulnerável em colisões corre risco de banimento direto. O alerta acendeu nos fabricantes chineses, que transformaram os habitáculos dos carros em salas de cinemas.
![Telas: interior Volvo XC90 Ultra [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/06/volvo-xc90-ultra-04-1320x743.webp)
Fim dos assentos gravidade zero em movimento
A função gravidade zero está sob risco, e a minuta prevê proibir a inclinação total e a extensão dos apoios para as pernas enquanto o veículo estiver em movimento. Embora o motorista não consiga guiar deitado, passageiros costumam viajar reclinados nessa posição, o que anula a eficiência dos cintos de segurança e a deflagração correta dos airbags em colisões.
O pacote inclui ainda o fim das luzes diurnas em LED personalizáveis por aplicativo e a proibição de comandos de voz para funções de segurança, como acendimento de faróis, assim como destravar as portas ou o capô.

Se aprovado, o novo regulamento entra em vigor para projetos inéditos a partir de 1º de janeiro de 2027. Já os carros em comercialização terão até 1º de julho de 2027 para aplicar as adequações necessárias. Os modelos que desrespeitarem os prazos estarão sujeitos a recall compulsório ou ao cancelamento do registro de produção, segundo informações publicadas pelo Carscoops.com.
Você concorda com o cerco às telas gigantes e comandos por toque, ou acha que o mercado deveria ter liberdade para inovar? Escreva nos comentários!


